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15 de Julho de 2008 - 19h11 -
Última modificação
em 15 de Julho de 2008 - 19h11
Mudança na medição do desmatamento é fim de queda de braço com governadores, diz Minc
Ana Luiza Zenker
Repórter da Agência Brasil
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Marcello Casal Jr/ABr
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Brasília - O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, fala em coletiva sobre os últimos dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) relativos ao desmatamento na Amazônia Legal
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Brasília - Durante entrevista coletiva em que analisou os dados apresentados hoje (15) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, afirmou que as mudanças na metodologia de apresentação das informações sobre desmatamento, adotadas pelo Inpe a partir deste mês, vão possibilitar o fim da queda de braço com os governadores que questionam os dados.
A nova metodologia qualifica as áreas onde há alerta de desmatamento em cinco categorias: floresta não alterada (onde o satélite indicava, mas não foi constatado desmatamento), corte raso (onde houve retirada completa da cobertura original) e três intensidades de floresta degradada (leve, moderada e alta).
Minc disse que os dados diferenciados são “um instrumento de trabalho muito mais preciso” e ressaltou que, se o governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, por exemplo, reclamava que as informações estavam todas reunidas como se fossem um único dado, agora não haverá mais problemas já que os níveis de desmatamento estão separados. “Acabou a guerra com os governadores”, afirmou.
De acordo com o ministro, a mudança na metodologia foi a responsável pela demora na divulgação dos dados.
Minc, que amanhã (16) vai prestar depoimento na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, reafirmou que é possível aumentar a produção agropecuária sem desmatar novas áreas, mas intensificando a produção nos locais já disponíveis. Contudo, ele considerou que “hoje, ainda é mais barato desmatar do que recuperar uma área”.
O ministro afirmou que é necessário criar mecanismos econômicos para combater o desmatamento, “para que seja mais interessante não destruir a Amazônia”.
“Você não resolve uma questão econômica com polícia, se resolve uma questão econômica com incentivo e desincentivo [à produção].”
Entre os desincentivos previstos pelo ministro, está o corte de crédito para atividades que não sejam ambientalmente sustentáveis, que entrou em vigor no dia 1º de julho, e a redução no prazo para se recorrer às multas aplicadas pelo Instituto Nacional do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que deve ser oficializada em um decreto que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai assinar na terça-feira (22).
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