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15 de Julho de 2008 - 20h02 - Última modificação em 15 de Julho de 2008 - 20h02


Doze pessoas são presas suspeitas de desviar R$ 60 milhões da saúde do estado do Rio

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - Doze pessoas foram presas hoje (15) suspeitas de desviar R$ 60 milhões destinados a um projeto na áera de saúde do governo do estado do Rio de Janeiro. Entre os presos, estão servidores do primeiro e segundo escalões do governo de Rosinha Matheus, sendo dois ex-secretários estaduais, Gilson Cantarino (da Saúde) e Marco Antonio Lucidi (do Trabalho), e dois ex-subsecretários, Alcione Athayde (de Atenção à Saúde) e Itamar Guerreiro (de Infraestrutura da Secretaria de Saúde).

Segundo o Ministério Público Estadual, entre 2005 e 2006, a Secretaria de Saúde repassou R$ 234 milhões à Fundação Procefet, que transferiu a maior parte do valor para duas ONGs, por meio de subcontratações. Desse total, R$ 165 milhões foram destinados ao pagamento de mão-de-obra em hospitais públicos, mas R$ 60 milhões teriam sido redistribuídos para 138 outras ONGs, muitas das quais sequer estavam em funcionamento.

Ainda de acordo com o Ministério Público, o pagamento a essas 138 ONGs eram feitos na “boca” dos caixas bancários, em valores inferiores a R$ 100 mil, evitando, segundo os promotores, o rastreamento da verba pelo Ministério da Fazenda.

O Ministério Público informou que a Fundação Procefet não tinha qualificação para executar o contrato firmado com o poder público, o que não justificaria a dispensa de licitação.




 


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