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15 de Julho de 2008 - 18h14 - Última modificação em 15 de Julho de 2008 - 18h20


Minc diz que queda do desmatamento é positiva, porém insuficiente

Ana Luiza Zenker
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse hoje (15) que, apesar de pequena, a queda no desmatamento no mês de maio, em relação a abril, é um dado positivo, pois quebra a série de aumentos no desmatamento, que vinha sendo observada pelos dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) desde novembro passado. O ministro afirmou, no entanto, que os dados ainda não podem ser comemorados. “Nós estamos conscientes de que há tudo para se fazer”, disse.

Os dados, divulgados hoje pelo Inpe, mostraram uma queda de 26 quilômetros quadrados no desmatamento. Vale ressaltar que, em maio, a visibilidade da área da Amazônia Legal estava melhor, por causa da menor quantidade de nuvens. Em abril, as nuvens cobriam 53% da região e em maio, 46%. Por conta dessa menor cobertura, “era para dar um estouro [nos dados do desmatamento] em maio”, afirmou Minc.

Com essa mudança, ele afirmou que também caiu a previsão do governo para o desmatamento total para este ano. A previsão inicial era de 15 mil quilômetros quadrados e caiu para 13 mil quilômetros quadrados. Ainda assim, os números são maiores do que os registrados o ano passado, de pouco menos de 12 mil quilômetros quadrados.

“Nós não ficaremos contentes com esses dados, o desmatamento é muito maior do que deveria ser”, afirmou o ministro, garantindo que o Ministério do Meio Ambiente não vai ficar satisfeito enquanto o desmatamento na Amazônia não cair “radicalmente”.

O ministro Minc e o diretor de fiscalização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Flávio Montiel, também apresentaram dados consolidados das ações do órgão no primeiro semestre de 2008.

Nesse período, foram aplicados R$ 499,37 milhões em multas e registrados 2,5 mil autos de infração. Também foram embargados 104,2 mil hectares e apreendidos 69,73 mil metros cúbicos de madeira em toras. Também foram apreendidas 3,5 mil cabeças de gado, que serão leiloadas. Isso deveria ter acontecido ontem (14), mas os compradores que apareceram não quiseram pagar o preço mínimo. Um novo leilão está marcado para segunda-feira (21).

Para o bimestre julho/agosto, a previsão do MMA e do Ibama é intensificar as ações nas unidades de conservação, em 45 operações simultâneas. Elas devem envolver 527 agentes do Ibama e mais 645 agentes de instituições parceiras, como o Exército, a Polícia Federal, a Força Nacional de Segurança, a Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Militar.

 


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