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15 de Julho de 2008 - 19h56 - Última modificação em 15 de Julho de 2008 - 21h24


Convocação de Dantas pela CPI das Escutas Telefônicas só será votada amanhã

Luciana Lima
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Escutas Telefônicas deixou para amanhã (16) a votação do requerimento de convocação do banqueiro Daniel Dantas para prestar depoimento. As convocações do investidor Naji Nahas, do ex-ministro Luiz Gushiken (Secretaria de Comunicação) e do ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh, porém, não entrarão na pauta de votação.

A iminência de convocação do banqueiro fez com que a reunião da comissão transcorresse na tarde de hoje (15) de forma nunca antes registrada nos sete meses de funcionamento. Conhecida como CPI dos Grampos, as investigações não contaram com a atenção da imprensa e nem mesmo com a participação assídua, durante todo tempo, de todos os seus integrantes.

A surpresa foi registrada inclusive pelos deputados que acompanharam o trabalho da CPI e ainda colocada como indício de politização das investigações nos momentos finais da CPI. “Nós estamos na prorrogação e temos agora um plenário cheio, bem diferentes das nossas reuniões nas quais participavam três ou quatro deputados, mais o relator e o presidente. Esse é o mais claro sinal de politização dessa comissão”, disse o deputado Edmar Moreira (DEM-MG).

Muita conversa hoje, mas nenhuma decisão. Os integrantes da CPI tiveram que deixar a votação dos requerimentos para amanhã, devido ao início da ordem do dia no plenário da Câmara. Estavam na pauta a votação dos requerimentos para a convocação de Dantas, Nahas, Gushiken, do delegado da Polícia Federal, Protógenes de Queiroz, Greenhalgh e do juiz Fausto De Sanctis, da  6ª Vara Federal Criminal de São Paulo. Caso os requerimentos fossem votados simultaneamente à ordem do dia, as decisões seriam passíveis de anulação, de acordo com o regimento interno da Câmara.

O adiamento serviu como oportunidade para que o relator da CPI, deputado Nelson Pellegrino (PT-BA), costurasse um acordo com o presidente da CPI, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), e com o autor dos requerimentos, o deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR), para ouvir Dantas, Gushiken e Nahas.

A proposta feita pelo relator e aceita por Fruet foi a de colocar em votação somente os pedidos de convocação de Dantas, do delegado Protógenes, do juiz De Sanctis, além de requerimentos que pedem informações à Polícia Federal sobre a Operação Chacal e os relatórios produzidos pela empresa Kroll, sobre a Brasil Telecom.



 


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