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Brasília - A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Escutas
Telefônicas deixou para amanhã (16) a votação do requerimento de convocação do
banqueiro Daniel Dantas para prestar depoimento. As
convocações do investidor Naji Nahas, do ex-ministro Luiz Gushiken
(Secretaria de Comunicação) e do ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh, porém,
não entrarão na pauta de votação.
A iminência de convocação do banqueiro fez com que a
reunião da comissão transcorresse na tarde de hoje (15) de forma nunca
antes registrada nos sete meses de funcionamento. Conhecida como CPI
dos Grampos, as investigações não contaram com a atenção da
imprensa e nem mesmo com a participação assídua, durante todo tempo,
de todos os seus integrantes.
A surpresa foi registrada inclusive pelos deputados
que acompanharam o trabalho da CPI e ainda colocada como indício de
politização das investigações nos momentos finais da CPI. “Nós estamos
na prorrogação e temos agora um plenário cheio, bem diferentes das
nossas reuniões nas quais participavam três ou quatro deputados, mais o
relator e o presidente. Esse é o mais claro sinal de politização dessa
comissão”, disse o deputado Edmar Moreira (DEM-MG).
Muita conversa hoje, mas nenhuma decisão. Os
integrantes da CPI tiveram que deixar a votação dos requerimentos para
amanhã, devido ao início da ordem do dia no plenário da Câmara.
Estavam na pauta a votação dos requerimentos para a convocação de
Dantas, Nahas, Gushiken, do delegado da Polícia Federal,
Protógenes de Queiroz, Greenhalgh e do juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal
de São Paulo. Caso os requerimentos fossem
votados simultaneamente à ordem do dia, as decisões seriam passíveis de
anulação, de acordo com o regimento interno da Câmara.
O adiamento serviu como oportunidade para que o
relator da CPI, deputado Nelson Pellegrino (PT-BA), costurasse um acordo
com o presidente da CPI, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), e com o
autor dos requerimentos, o
deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR), para ouvir Dantas, Gushiken e Nahas.
A proposta feita pelo relator e aceita por Fruet foi
a de colocar em votação somente os pedidos de convocação de Dantas, do
delegado Protógenes, do juiz De Sanctis, além de requerimentos que
pedem informações à Polícia Federal sobre a Operação Chacal e os
relatórios produzidos pela empresa Kroll, sobre a Brasil Telecom.
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