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Brasília - O Sindicato Nacional dos
Trabalhadores na Proteção ao Vôo reclama da
demora do governo federal em editar a medida provisória (MP)
que reajustará os salários de cerca de 380 civis que
trabalham como controladores de vôo, meteorologistas e técnicos
de processamento de dados, de defesa aérea, informações
aeronáuticas e telecomunicações.
Segundo o presidente da entidade,
Jorge Botelho, um termo de acordo foi firmado pelo sindicato e pelos
Ministérios do Planejamento e da Defesa no início de
junho deste ano. Além da reestruturação da
tabela salarial, concedendo aumentos que variam conforme o tempo de
serviço, a negociação prevê a incorporação
da gratificação de desempenho de controle e segurança
de tráfego aéreo aos salários.
Botelho diz que o termo de acordo
estabelece que os benefícios deveriam ser concedidos neste
mês, para que, então, a negociação sobre
outras reivindicações da categoria fosse retomada. “[O
acordo] não era o que queríamos, mas o governo se
comprometeu a voltar a negociar e até agora não o fez.
A medida provisória seria publicada no máximo até
4 de julho e até agora não saiu”.
Para o sindicalista, pior que a
demora no aumento salarial - que, reconhece, pode ser pago de forma
retroativa – é a impossibilidade de retomada das negociações
enquanto a medida provisória não é publicada.
“Enquanto a medida não for editada, a Secretaria de Recursos
Humanos do Ministério do Planejamento não vai reabrir
as negociações. E ainda não sentamos para
discutir formas de resolver as distorções salariais.
Hoje, quem começa na carreira recebe R$ 4.210, pouco mais de
R$ 500 do que quem já tem 35 anos de serviço, que, de
acordo com Botelho, ganha R$ 4.780”.
A assessoria do Ministério do
Planejamento negou a demora na edição da medida
provisória, alegando que os avanços obtidos pelos
trabalhadores serão incluídos na medida que englobará
a negociação com outras categorias e será
enviada ao Congresso Nacional assim que todas as negociações
tiverem chegado ao fim.
Botelho garantiu que, até o
momento, os controladores de vôo e os demais profissionais não
planejam fazer greve ou qualquer manifestação, mas
revelou que o sindicato tem procurado a ajuda de parlamentares da
base governista.
A assessoria, no entanto, não
informou com quantas categorias ainda negocia um acordo e disse que
não há qualquer estimativa de quando mandará a
medida provisória para o Congresso, confirmando apenas que os
trabalhadores receberão os valores atrasados quando os acordos
previrem a vigência dos benefícios negociados antes da
edição da lei.
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