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Brasília - A Polícia Federal (PF) prendeu
na manhã de hoje (15) oito pessoas acusadas de irregularidades na extração mineral no Amapá. Os 50
agentes que participam da Operação Akator, como
foi chamada, têm ainda mais dois mandados de prisão e
nove de busca e apreensão para cumprir.
Entre os presos, há três
funcionários públicos: dois trabalham no
Departamento Nacional de Produtos Minerais (DNPM) e um na Junta
Comercial do Amapá. Os outros sete suspeitos são
empresários, geólogos ou pesquisadores do ramo de
mineração.
Os agentes observaram que os relatórios
aprovados pelos dois servidores do DNPM supervalorizavam o potencial
de algumas minas, facilitando a atração de
investimentos de empresas estrangeiras.
Segundo a PF, a Operação Akator
teve início em junho de 2007, após denúncia de
lavra clandestina e extração de ouro no município
de Calçoene (AP) e não tem ligação com a Operação
Toque de Midas, desencadeada na última semana no estado, que investiga irregularidades na licitação da
estrada de Ferro do Amapá, vencida pela empresa MMX, de propriedade de
Eike Batista, além de desvio de ouro lavrado nas minas do
interior do Amapá.
A Polícia Federal do Amapá fará um balanço da operação em entrevista coletiva às 15h30.
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