|
Brasília - O
presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, disse hoje
(15), em audiência pública no Senado, que deve
haver este ano um desvio em relação ao
centro da meta de inflação, por causa do choque externo
provocado pelo aumento do preço dos alimentos, do petróleo
e de outras commodities.
“O compromisso do Banco Central é
fazer com a que a inflação convirja para o centro da
meta no ano de 2009”, ressaltou Meirelles. A meta de inflação
para este ano e para 2009 é de 4,5%, com margem de dois pontos
percentuais para mais ou para menos. Para este ano, analistas de
mercado projetam inflação em 6,48%, apenas 0,02 ponto
percentual abaixo do limite de 6,5%.
“O Banco Central trabalha com
mecanismos que têm uma certa defasagem de efeito”, afirmou.
Segundo Meirelles, somente no primeiro semestre de 2009, o aumento
da taxa básica de juros (Selic) terá “efeito máximo”
contra a inflação.
Na audiência, Meirelles voltou
a afirmar que o BC fará o que for necessário, enquanto
for necessário, para manter a inflação sob
controle. Ele disse ainda que “não há vantagem em
conviver com inflação elevada”, já que a alta
dos preços reduz o salário real médio e a
atividade econômica.
Meirelles ressaltou que a elevação
da Selic neste ano está em patamares inferiores aos
registrados nos últimos anos. Atualmente, os juros básicos
estão em 12,25% ao ano, enquanto no final de 2003 estavam em
26,50%. "Estamos trabalhando com níveis de crescimento da
economia cada vez maiores e juros cada vez menores", disse.
Na próxima semana, o Comitê
de Política Monetária (Copom) fará nova reunião
para definir a Selic. Neste ano, já houve dois aumentos de
meio ponto percentual dos juros básicos.
|
|