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15 de Julho de 2008 - 16h07 - Última modificação em 15 de Julho de 2008 - 16h07


Choque externo pode causar desvio do centro da meta de inflação este ano, diz Meirelles

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, disse hoje (15), em audiência pública no Senado, que deve haver este ano um desvio em relação ao centro da meta de inflação, por causa do choque externo provocado pelo aumento do preço dos alimentos, do petróleo e de outras commodities.

“O compromisso do Banco Central é fazer com a que a inflação convirja para o centro da meta no ano de 2009”, ressaltou Meirelles. A meta de inflação para este ano e para 2009 é de 4,5%, com margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Para este ano, analistas de mercado projetam inflação em 6,48%, apenas 0,02 ponto percentual abaixo do limite de 6,5%.

“O Banco Central trabalha com mecanismos que têm uma certa defasagem de efeito”, afirmou. Segundo Meirelles, somente no primeiro semestre de 2009, o aumento da taxa básica de juros (Selic) terá “efeito máximo” contra a inflação.

Na audiência, Meirelles voltou a afirmar que o BC fará o que for necessário, enquanto for necessário, para manter a inflação sob controle. Ele disse ainda que “não há vantagem em conviver com inflação elevada”, já que a alta dos preços reduz o salário real médio e a atividade econômica.

Meirelles ressaltou que a elevação da Selic neste ano está em patamares inferiores aos registrados nos últimos anos. Atualmente, os juros básicos estão em 12,25% ao ano, enquanto no final de 2003 estavam em 26,50%. "Estamos trabalhando com níveis de crescimento da economia cada vez maiores e juros cada vez menores", disse.

Na próxima semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) fará nova reunião para definir a Selic. Neste ano, já houve dois aumentos de meio ponto percentual dos juros básicos.




 


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