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15 de Julho de 2008 - 21h00 - Última modificação em 15 de Julho de 2008 - 21h00


Aperfeiçoamento de professores e de conteúdos é desafio da educação para ciência

Luana Lourenço
Enviada especial

 
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Campinas (SP) - Formar e aperfeiçoar professores, garantir infra-estrutura em laboratórios, aprimorar conteúdos e material didático e mobilizar a sociedade em torno do aprendizado científico. Esses e outros desafios da educação para ciência nas escolas brasileiras foram debatidos hoje (15) por professores e pesquisadores durante a 60ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

“O ensino de ciências e matemática no Brasil ainda é muito deficiente”, reconheceu o diretor do departamento de popularização da ciência e tecnologia, Ildeu de Castro Moreira. Ele listou a deficiência de formação inicial e continuada de professores e a distância entre a comunidade científica das universidades e o ensino fundamental como gargalos da gestão do ensino de ciência.

O presidente da Rede Interamericana de Academias de Ciências e professor da Universidade de São Paulo (USP), Hernan Chaimovich, acrescentou que “não dá para ensinar ciência sem elevar os investimentos, sem formação de professores, sem aumento da carga horária de ensino e sem infra-estrutura” e que a difusão científica voltada para crianças e adolescentes deveria ser uma política de Estado. 

“Não pode existir, não existe dilema entre ensino de ciência para formar cientistas ou para formar cidadãos. A ciência é importante exatamente porque forma para a cidadania”, defendeu Chaimovich.

Segundo Moreira, o desenvolvimento de ações do Ministério da Ciência e Tecnologia em parceria com o Ministério da Educação, como a realização das Olimpíadas de Matemática e a colaboração com o Portal do Professor, é uma tentativa de responder aos desafios de ensino em ciências.

“Sabemos que não adianta formar doutores só na ponta, o desenvolvimento econômico e social do Brasil depende de uma melhoria significativa do nível de conhecimento científico e tecnológico da população em geral, na base.”

Moreira adiantou que o MCT está negociando com os estados a criação – ainda este ano – de pelo menos seis centros de referência em ensino de ciências e matemática, provisoriamente chamados de Projeto Arquimedes.

“A idéia é que sejam centros que repensem a questão do ensino de ciência, que sejam mais inovadores, que permitam a qualificação de professores, material didático inovador, novos métodos que instiguem as escolas a melhorar”, disse o diretor.

Até 2010, a meta do MCT é instalar os centros em todos os estados do país.



 


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