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Brasília - O ministro da
Agricultura, Reinhold Stephanes, apontou a ineficiência da Marinha Mercante brasileira como um dos principais problemas que
afetam a renda do agricultor.
Durante audiência
pública na Câmara dos Deputados para discutir a produção
de fertilizantes no país, o ministro disse que o adicional de
25% ao frete no preço da importação para a
renovação da Marinha Mercante não deveria ser
cobrado.
De acordo com o
ministro, atualmente o país importa 75% do volume total de
fertilizantes consumidos internamente.
“Temos um problema
sério na Marinha Mercante brasileira, que é
ineficiente. Não vejo ninguém defendendo a diminuição
do status quo da Marinha Mercante e o produtor paga o preço
por isso”, apontou.
Stephanes criticou a
acomodação de outros setores, inclusive do governo,
ligados aos fertilizantes. “O que tenho dito é que nós
perfuramos muito pouco, pesquisamos muito pouco, dimensionamos muito
pouco, e também fiscalizamos muito pouco as jazidas que já
têm concessão de pesquisa e de lavra”, disse o
ministro.
O ministro denunciou
que muitas empresas detêm concessão de lavras e não
as utilizam. “Nós temos que fazer a retomada dessas
concessões de lavras”, defendeu.
Stephanes voltou a
dizer que com uma política de governo bem construída, o
Brasil pode num prazo de 5 a 10 anos se tornar auto-suficiente na
produção de fertilizantes nitrogenados e fosfatados, e
reduzir a dependência de potássio.
Hoje, segundo o
ministro, o país importa 50% dos nitrogenados, 73% dos
fosfatados e 91% do potássio consumidos pelos agricultores
brasileiros.
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