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15 de Julho de 2008 - 19h44 - Última modificação em 15 de Julho de 2008 - 20h24


Ministro aponta ineficiência da Marinha Mercante como prejudicial ao agricultor

Danilo Macedo
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, apontou a ineficiência da Marinha Mercante brasileira como um dos principais problemas que afetam a renda do agricultor.

Durante audiência pública na Câmara dos Deputados para discutir a produção de fertilizantes no país, o ministro disse que o adicional de 25% ao frete no preço da importação para a renovação da Marinha Mercante não deveria ser cobrado.

De acordo com o ministro, atualmente o país importa 75% do volume total de fertilizantes consumidos internamente.

“Temos um problema sério na Marinha Mercante brasileira, que é ineficiente. Não vejo ninguém defendendo a diminuição do status quo da Marinha Mercante e o produtor paga o preço por isso”, apontou.

Stephanes criticou a acomodação de outros setores, inclusive do governo, ligados aos fertilizantes. “O que tenho dito é que nós perfuramos muito pouco, pesquisamos muito pouco, dimensionamos muito pouco, e também fiscalizamos muito pouco as jazidas que já têm concessão de pesquisa e de lavra”, disse o ministro.

O ministro denunciou que muitas empresas detêm concessão de lavras e não as utilizam. “Nós temos que fazer a retomada dessas concessões de lavras”, defendeu.

Stephanes voltou a dizer que com uma política de governo bem construída, o Brasil pode num prazo de 5 a 10 anos se tornar auto-suficiente na produção de fertilizantes nitrogenados e fosfatados, e reduzir a dependência de potássio.

Hoje, segundo o ministro, o país importa 50% dos nitrogenados, 73% dos fosfatados e 91% do potássio consumidos pelos agricultores brasileiros.




 


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