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Brasília - Os lideres
partidários na Câmara dos Deputados ainda não fecharam acordo para votação
de matérias durante os meses de agosto e setembro, o chamado esforço
concentrado, que será realizado durante a campanha eleitoral municipal.
Muitos deputados são candidatos a prefeituras e afirmam que não poderão
estar todos os dias no plenário para votações e também participar de
atividades nas comissões.
O
presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), afirma que
existe uma boa vontade dos líderes e que eles buscam uma pauta
comum a todos os partidos. "Como é um processo de negociação, alguns
líderes concordam com aquilo que propus inicialmente, que é trabalharmos
durante todos os dias de agosto e depois resolvermos setembro", afirmou.
Chinaglia disse ainda que só se pode pensar em acordo para votação de matérias em agosto e setembro, caso a pauta seja desobstruída, ou seja, sejam votadas as medidas provisórias e os projetos de lei com urgência constitucional vencida, que atualmente trancam a pauta de votações do plenário.
O
líder do PT na Câmara, deputado Maurício Rands (PE), disse que os
líderes tendem a realizar duas semanas de esforço concentrado em agosto
e uma em setembro. "Contudo, é preciso haver uma definição por parte da
oposição se a obstrução será mantida ou retirada", disse Rands..
"Ainda
não existe definição, até porque para que tenhamos uma pauta dos projetos que vamos votar,
precisamos, antes, saber se superamos ou não a obstrução. Depende do andamento dessas
medidas provisórias, que estão trancando a pauta e de mais dois projetos de lei com urgência e
uma terceira MP, que em agosto estarão trancando a pauta da Câmara", disse Rands.
Hoje (16),
a Câmara vai tentar votar duas das três medidas provisórias, que trancam a
pauta. A primeira da lista é a MP que reajusta os salários de
servidores públicos federais e militares.
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