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16 de Julho de 2008 - 14h44 - Última modificação em 16 de Julho de 2008 - 15h32


Líderes na Câmara ainda não acertaram votações nos esforços concentrados

Roberta Lopes
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Os lideres partidários na Câmara dos Deputados ainda não fecharam acordo para votação de matérias durante os meses de agosto e setembro, o chamado esforço concentrado, que será realizado durante a campanha eleitoral municipal. Muitos deputados são candidatos a prefeituras e afirmam que não poderão estar todos os dias no plenário para votações e também participar de atividades nas comissões. 

O presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), afirma que existe uma boa vontade dos líderes e que eles buscam uma pauta comum a todos os partidos. "Como é um processo de negociação, alguns líderes concordam com aquilo que propus inicialmente, que é trabalharmos durante todos os dias de agosto e depois resolvermos setembro", afirmou.

Chinaglia disse ainda que só se pode pensar em acordo para votação de matérias em agosto e setembro, caso a pauta seja desobstruída, ou seja, sejam votadas as medidas provisórias e os projetos de lei com urgência constitucional vencida, que atualmente trancam a pauta de votações do plenário.

O líder do PT na Câmara, deputado Maurício Rands (PE), disse que os líderes tendem a realizar duas semanas de esforço concentrado em agosto e uma em setembro. "Contudo, é preciso haver uma definição por parte da oposição se a obstrução será mantida ou retirada", disse Rands..

"Ainda não existe definição, até porque para que tenhamos uma pauta dos projetos que vamos votar, precisamos, antes, saber se superamos ou não a obstrução. Depende do andamento dessas medidas provisórias, que estão trancando a pauta e de mais dois projetos de lei com urgência e uma terceira MP, que em agosto estarão trancando a pauta da Câmara", disse Rands.

Hoje (16), a Câmara vai tentar votar duas das três medidas provisórias, que trancam a pauta. A primeira da lista é a MP que reajusta os salários de servidores públicos federais e militares.



 


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