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16 de Julho de 2008 - 19h24 - Última modificação em 16 de Julho de 2008 - 20h50


Delegado queria comandar Operação Satiagraha só nos fins de semana, diz PF

Marco Antônio Soalheiro
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Em nota oficial divulgada hoje (16), a direção da Polícia Federal revela que antes de pedir para se afastar do comando da Operação Satiagraha, o delegado Protógenes Queiroz tentou, em vão, convencer seus superiores a permitirem que continuasse instruindo o inquérito apenas nos fins de semana, já que nos dias úteis teria que se dedicar a um curso presencial de formação.

O diálogo, segundo a nota, aconteceu em uma reunião no dia 14 de julho, em que estavam presentes o diretor de Combate ao Crime Organizado, Roberto Ciciliati Troncon Filho, o chefe da Divisão de Combate aos Crimes Financeiros, Paulo de Tarso Teixeira, e o superintendente da Polícia Federal em São Paulo, Leandro Daiello Coimbra.

“Durante a reunião, [Protógenes] Queiroz informou que foram instaurados três inquéritos policiais distintos, sendo um deles sob sua responsabilidade e que poderia ser instruído aos sábados e domingos, uma vez que teria necessidade de freqüentar o Curso Superior durante os dias úteis. A sugestão não foi acatada pelos diretores, já que traria prejuízo às pessoas convidadas a prestar esclarecimentos junto à investigação, comprometendo também a celeridade da apuração. A autorização quebraria ainda a regra de dedicação exclusiva exigida de todos os participantes na fase presencial”, relata a nota da PF.

A partir da negativa dos superiores, prossegue a nota, Queiroz teria se comprometido a relatar o inquérito que apura crimes cometidos por uma organização supostamente liderada pelo banqueiro Daniel Dantas até o dia 18 de julho.

O delegado teria ainda pedido para não mais atuar em dois inquéritos correlatos ao assunto após concluir o curso superior, a não ser em caráter de colaboração com as autoridades designadas para a investigação.

A Polícia Federal informa ainda que o Curso Superior de Polícia no qual Protógenes Queiroz está matriculado existe desde 1998 e é pré-requisito para ascensão dos delegados à classe especial, último degrau da carreira. Só estão aptos a cursarem servidores que tenham mais de nove anos na carreira policial, tempo já atingido por Protógenes Queiroz.




 


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