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Brasília - O presidente Luiz
Inácio Lula da Silva sancionou hoje (16) o projeto de lei que
institui um piso nacional de R$ 950 para professores da rede pública.
Representantes da categoria comemoraram a aprovação do
que consideram uma luta histórica fundamental para a melhoria da
qualidade da educação.
“Eu quero agradecer é
pelas crianças do Brasil, porque elas serão as maiores
beneficiadas. O mais importante não são os R$ 950, mas
a palavra 'nacional'. A partir de agora os professores são
do Brasil, e não do seu município ou estado. Nós
nacionalizamos a categoria do magistério”, avaliou o senador
Cristovam Buarque, autor do projeto de lei.
Em seu discurso, Lula agradeceu deputados e senadores por terem aprovado o piso salarial
nacional para os professores. E pediu que as divergências políticas não
impeçam os parlamentares de aprovar outros projetos. Lula reafirmou que seu governo está disposto a investir na educação e
voltou a argumentar que é mais barato aplicar recursos em escolas do
que em cadeias. “Não tem nenhum problema a gente gastar dinheiro com
escola. É mais barato, lógico, a gente investir para as pessoas não
virarem criminosos”, afirmou.
O presidente vetou um
ponto específico da lei que havia sido questionado
por entidades que representam os secretários de educação. O projeto previa que o pagamento deveria ser retroativo a
janeiro de 2008, mas de acordo com o Conselho Nacional de Secretários
de Educação (Consed), não seria possível
criar uma despesa que não estivesse prevista para o orçamento
de 2008, sob o risco de ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal.
“Nós fizemos
nas últimas 48 horas uma análise detida da questão
da retroatividade e reconhecemos que realmente nós não
podíamos exigir de prefeitos que estão em ano
eleitoral, impedidos de dar reajuste salarial, pagamento retroativo”,
afirmou o ministro da Educação, Fernando Haddad.
Com a
mudança, estados e municípios que hoje pagam menos de
R$ 950 aos profissionais, deverão arcar com dois terços
dessa diferença a partir de janeiro de 2009. Em 2010, será
feita a integralização do valor. A União entrará com parte da complementação para estados e municípios que não conseguirem pagar o novo piso.
O presidente da
Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação
(CNTE), Roberto Leão, diz que a categoria “não
concorda com o veto”, mas que a mudança não afetou a
essência do projeto. "É um dia bastante importante, hoje estamos dando um passo na valorização dos profissionais que é determinante para se ter uma escola de qualidade, o que é direito da população", afirmou.
Além do piso,
foram sancionados outros três projetos de lei na área da
educação. Um deles cria cerca de 48 mil cargos de
professores e técnicos necessários para dar sustentação
ao programa de Apoio a Planos de Reestruturação e
Expansão das Universidades Federais (Reuni) e à expansão
da rede profissional e tecnológica. O outro projeto modifica a Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional (LDB) e inclui a educação
profissional e tecnológica na educação básica.
Entre outras medidas, a matéria propõe que o ensino
médio garanta, além da formação formal, a
preparação para o exercício de profissões
técnicas.
Durante a cerimônia o presidente
encaminhou ainda ao Congresso um projeto de lei para a criação da Universidade
Fronteira do Sul (UFFS) e outro que cria 38 Institutos Federais de
Educação, Ciência e Tecnologia (Ifets). O
ministro Haddad assinou ainda portaria que institui o novo Catálogo
Nacional de Cursos Técnicos de Nível Médio, que
altera as diretrizes curriculares desta modalidade e define critérios estruturais e de carga horária dos cursos.
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