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Brasília - O
símbolo da Cruz Vermelha foi usado de forma indevida durante o
resgate da ex-candidata à Presidência da Colômbia
Ingrid Betancourt e mais 14 pessoas que estavam em poder das
Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia
(Farc). O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, disse
hoje (16) que um membro da equipe militar que participou da operação
usou o símbolo sobre sua roupa, mas que isso foi resultado
de um “erro” e do “nervosismo” do militar.
De acordo com
informações da BBC Brasil,
o uso do emblema da Cruz Vermelha contraria a Convenção
de Genebra e a legislação internacional humanitária.
Uribe assumiu a responsabilidade política do erro, e disse que
membros do seu governo já pediram desculpas à Cruz
Vermelha.
Logo
após a libertação dos reféns, o governo
colombiano negou a participação de outros países
e de organismos internacionais na operação. O
comandante do Exército, general Mario Montoya, chegou a negar
que o emblema da Cruz Vermelha tivesse sido usado.
Depois
da declaração de Uribe, o Comitê Internacional da
Cruz Vermelha divulgou nota reforçando a importância
do seu emblema como símbolo de proteção, que
permite o acesso a áreas atingidas por conflitos armados e a
proteção de vítimas. “O emblema da Cruz
Vermelha deve ser respeitado em todas as circunstâncias e seu
uso abusivo é proibido”, diz o comunicado.
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