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Brasília - A volta ao Brasil do
ex-banqueiro Salvatore Caccciola, prevista para ocorrer amanhã (17), indica o avanço do Estado brasileiro no combate aos
criminosos, segundo afirmou hoje (16) o
ministro da Justiça, Tarso Genro.
“Mostra que a Justiça brasileira pode demorar um pouco, mas ela não
falha, e isso significa que a impunidade no Brasil está
terminando. O Brasil teve confiabilidade para fazer técnica e
politicamente uma extradição de um país, que não
que ter o prestígio de praça de proteção
para condenados de outro país”, ressaltou Tarso, ao se
referir ao deferimento pelo Principado de Mônaco do pedido de
extradição de Cacciola, feito pelo governo brasileiro.
O ministro também
minimizou a importância do perfil do extraditado diante do
fato. “Para nós interessa muito pouco quem é ele,
qual o seu passado e suas relações políticas. O
senhor Cacciola está voltando porque é um condenado da Justiça brasileira”, disse Tarso.
Cacciola foi preso em junho de 2000, em um spa no Rio Grande do Sul e levado para o Rio de Janeiro, ficando 37 dias preso, mas fugiu, ao conseguir um habeas corpus do ministro Marco Aurélio de Mello, do Supremo Tribunal Federal.Cacciola foi condenado
no Brasil, em 2005, à revelia, a 13 anos de prisão pelo crime de desvio
de dinheiro público e de gestão fraudulenta. Ele foi
preso no principado de Mônaco em setembro de 2007 por agentes
da Interpol, depois que a 6ª Vara Federal Criminal do Rio de
Janeiro expediu o mandado.
Tarso ainda comentou o
pedido dos advogados de Cacciola ao Superior Tribunal de Justiça (STJ),
para que o ex-banqueiro, ao chegar no Brasil, não seja algemado ou
transportado na parte de trás de um camburão policial.
“Não expor
deliberadamente o custodiado já é uma recomendação
nossa. Em relação às algemas, o agente que
cumpre o mandado de custódia deve resolver, com base na
segurança, independente da condição de classe
da pessoa. Mas se o STJ disser que ele [Cacciola] não pode
ser algemado o agente vai cumprir o que for determinado", disse Tarso Genro.
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