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16 de Julho de 2008 - 15h55 - Última modificação em 16 de Julho de 2008 - 19h54


Deputado protocola no STF manifesto por Justiça igualitária para ricos e pobres

Marco Antônio Soalheiro
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ) protocolou hoje (16) no Supremo Tribunal Federal (STF) um manifesto popular (abaixo assinado), com cerca de 600 assinaturas de moradores do centro do Rio de Janeiro.  O texto cobra dos ministros da Corte um tratamento igualitário do Poder Judiciário, para ricos e pobres.

“Pedimos uma justiça equânime, para todos, que não discrimine quem quer que seja. Às vezes, para os menos abonados, a Justiça tarda e falha. Isso nós não queremos”, afirmou Alencar.

A iniciativa foi motivada pelas recentes decisões do presidente do STF, Gilmar Mendes, de conceder por duas vezes, na semana passada, habeas corpus ao banqueiro Daniel Dantas, investigado por crimes financeiros na Operação Satiagraha, da Polícia Federal. Alencar diz esperar que seu gesto incentive uma mudança de postura dos ministros, ao analisarem futuros pedidos de liberdade dos investigados.

“A gente espera uma sensibilidade maior e apoio às investigações. Os eventuais abusos da PF são uma questão lateral. O essencial é a investigação, gravações que mostraram um esquema de corrupção inaceitável. Que se verifique bem se, para o andamento das investigações, é viável a liberdade da pessoa, até pelo poder de convencimento através de métodos heterodoxos. No nosso país vemos exemplos de que quem tem muitos recursos, uma vez em liberdade, consegue abafar as investigações”, disse Alencar.

O deputado também encaminhou ao ministro da Justiça, Tarso Genro, um requerimento de informações, em que solicita esclarecimentos sobre o afastamento dos delegados da Polícia Federal Protógenes Queiroz, Carlos Pellegrini e Karina Souza, do comando da Operação Satiagraha.

“É estranho [o afastamento dos delegados] e gera suspeição. Fiquei espantado. A pergunta central é: será se, a essa altura das investigações, o gesto não atrapalha? Pressões estão sendo atendidas?”, questionou Alencar.



 


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