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16 de Julho de 2008 - 17h59 - Última modificação em 16 de Julho de 2008 - 19h47


Petroleiros ameçam greve nacional se participação nos lucros não for negociada

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - Os petroleiros ligados ao Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Petróleo do Estado do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) vão paralisar suas atividades, por 48 horas, a partir de sexta-feira, em solidariedade à greve deflagrada na última segunda-feira (14) pelo Sindipetro do Norte Fluminense (Sindipetro-NF).

O Sindipetro-RJ  também tenta pressionar a Petrobras para aumentar o valor a ser pago na segunda parcela da Participação dos Lucros e Resultados (PLR) da companhia.

Os petroleiros ameaçam greve nacional se a negociação sobre a questão da PLR não avançar. “Esta mobilização é um alerta da categoria, que estará avaliando em assembléias, na próxima semana, o indicativo da FUP [Federação Única dos Petroleiros] de greve nacional, com parada de produção a partir do dia 5 de agosto, se não houver avanços na negociação da PLR”, afirmou o coordenador do Sindipetro-NF, José Maria Rangel.


Em nota, a FUP afirmou que os petroleiros querem que a empresa reconheça o dia de desembarque nas plataformas como dia trabalhado (que motivou a paralisação na bacia de Campos) e negocie uma nova proposta de PLR, cuja negociação se encontra num impasse.

A FUP afirma, na nota, que a direção da Petrobrás vem colocando em risco a segurança das atividades de produção nas plataformas da bacia de Campos, que vem sendo operadas por equipes de contingência.

“As equipes de contingência embarcadas pela empresa para manter a produção nestas unidades são compostas por gerentes, coordenadores e supervisores, que não têm condições de garantir a segurança operacional das plataformas”, afirma a FUP.

Representantes do Sindipetro-NF e da FUP se reúnem hoje com dirigentes da Petrobras, para negociar soluções para o impasse surgido em relação ao pagamento do 15o dia  do desembarque das plataformas e também para tratar da PLR.





 


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