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16 de Julho de 2008 - 14h48 - Última modificação em 16 de Julho de 2008 - 14h48


Casos de violência não prejudicam Rio na disputa por sede de jogos, diz secretária

Thaís Leitão
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - Os recentes episódios de violência contra cidadãos comuns envolvendo a Polícia Militar do Rio de Janeiro não atrapalham a candidatura da cidade a sede dos Jogos Olímpicos de 2016. A avaliação é da secretária de Turismo, Esporte e Lazer do estado, Márcia Lins. Segundo ela, na avaliação desse item, o Comitê Olímpico Internacional (COI) leva em conta a capacidade da cidade de realizar as competições sem que os atletas corram riscos, e não a segurança rotineira dos moradores.

“O COI é muito específico: quando pensa em segurança, pensa em segurança para os jogos, para os atletas, para os eventos. Essa segurança urbana não atrapalha. Nos Jogos Pan-Americanos, tudo transcorreu na maior tranqüilidade. A questão que normalmente impacta é o terrorismo, outro tipo de problema de segurança que a gente não vive”, disse a secretária, ao participar hoje (16), no Palácio Guanabara, de cerimônia de assinatura de decretos referentes às Olimpíadas.

Os documentos criam o Escritório Setorial de Gerenciamento de Projetos de Esporte, Turismo e Lazer; reestruturam a Força-Tarefa Olimpíada 2016 e padronizam o uso da logomarca da candidatura da cidade.

Márcia Lins destacou que a realização dos Jogos Pan-Americanos, no ano passado, garantiu avanços nessa área, com incremento dos equipamentos usados pelas polícias. Ela disse que outros itens, como a disponibilidade de acomodações, preocupam as autoridades envolvidas no projeto mais do que a questão da segurança.

O governador Sérgio Cabral não deu declarações à imprensa, mas, em discurso, também destacou a melhoria do quadro da segurança na cidade. “O COI dá uma nota mínima e uma máxima [para cada um dos 17 itens que avalia]. Nas duas outras vezes em que o Rio se candidatou a sediar os jogos, a nota máxima de segurança hoje é a nossa nota mínima. Foi a nota que mais subiu [percentualmente], mas ainda estamos longe do ideal, ainda temos muito a perseguir”, afirmou.

O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, também não quis destacar a segurança como item que precisa de mais atenção das autoridades. De acordo com Nuzman, os 17 itens avaliados exigirão o mesmo esforço e devem ser cumpridos “da mesma forma e na mesma proporção”.

A cidade do Rio de Janeiro está entre as finalistas para sediar os Jogos Olímpicos de 2016. Além do Rio, concorrem à indicação as cidades de Chicago, nos Estados Unidos, e Madri e Tóquio, capitais da Espanha e do Japão, respectivamente. A cidade escolhida será anunciada em outubro de 2009.

Ontem (15), o Congresso Nacional aprovou crédito de R$ 85 milhões para a candidatura do Rio de Janeiro a sede das Olimpíadas de 2016.

Casos de violência não prejudicam candidatura do Rio a sede das Olimpíadas

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