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Rio de Janeiro - Os recentes episódios
de violência contra cidadãos comuns envolvendo a Polícia
Militar do Rio de Janeiro não atrapalham a candidatura da
cidade a sede dos Jogos Olímpicos de 2016. A avaliação
é da secretária de Turismo, Esporte e Lazer do estado,
Márcia Lins. Segundo ela, na avaliação desse
item, o Comitê Olímpico Internacional (COI) leva em
conta a capacidade da cidade de realizar as competições
sem que os atletas corram riscos, e não a segurança
rotineira dos moradores.
“O COI é muito específico: quando
pensa em segurança, pensa em segurança para os jogos,
para os atletas, para os eventos. Essa segurança urbana não
atrapalha. Nos Jogos Pan-Americanos, tudo transcorreu na maior
tranqüilidade. A questão que normalmente impacta é
o terrorismo, outro tipo de problema de segurança que a gente
não vive”, disse a secretária, ao participar hoje
(16), no Palácio Guanabara, de cerimônia de assinatura
de decretos referentes às Olimpíadas.
Os documentos criam o Escritório Setorial
de Gerenciamento de Projetos de Esporte, Turismo e Lazer;
reestruturam a Força-Tarefa Olimpíada 2016 e padronizam
o uso da logomarca da candidatura da cidade.
Márcia Lins destacou que a realização
dos Jogos Pan-Americanos, no ano passado, garantiu avanços
nessa área, com incremento dos equipamentos usados pelas
polícias. Ela disse que outros itens, como a disponibilidade
de acomodações, preocupam as autoridades envolvidas no
projeto mais do que a questão da segurança.
O governador Sérgio Cabral não deu
declarações à imprensa, mas, em discurso, também
destacou a melhoria do quadro da segurança na cidade. “O COI
dá uma nota mínima e uma máxima [para cada um
dos 17 itens que avalia]. Nas duas outras vezes em que o Rio se
candidatou a sediar os jogos, a nota máxima de segurança
hoje é a nossa nota mínima. Foi a nota que mais subiu
[percentualmente], mas ainda estamos longe do ideal, ainda
temos muito a perseguir”, afirmou.
O presidente do Comitê Olímpico
Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, também não quis
destacar a segurança como item que precisa de mais atenção
das autoridades. De acordo com Nuzman, os 17 itens avaliados exigirão
o mesmo esforço e devem ser cumpridos “da mesma forma e na
mesma proporção”.
A cidade do Rio de Janeiro está entre as
finalistas para sediar os Jogos Olímpicos de 2016. Além
do Rio, concorrem à indicação as cidades de
Chicago, nos Estados Unidos, e Madri e Tóquio, capitais da
Espanha e do Japão, respectivamente. A cidade escolhida será
anunciada em outubro de 2009.
Ontem (15), o Congresso Nacional aprovou crédito
de R$ 85 milhões para a candidatura do Rio de Janeiro a sede
das Olimpíadas de 2016. Casos de violência não prejudicam candidatura do Rio a sede das Olimpíadas Casos de violência não prejudicam Rio na disputa por sede das Olimpíadas, diz secretária
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