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Brasília - Em rápida entrevista à imprensa, o presidente Luiz
Inácio Lula da Silva evitou falar hoje (16) sobre a conversa de seu chefe de gabinete, Gilberto Carvalho, com o ex-deputado do PT e advogado Luiz
Eduardo Greenhalgh. No diálago, gravado durante a Operação Satiagraha, da Polícia Federal, os dois conversam sobre Humberto Braz, um dos principais assessores do banqueiro
Daniel Dantas, dono do Banco Opportunity.
“Se você ligar para mim, quem vai atender você é o
Gilberto Carvalho. Peça a Deus que seu telefone não esteja gravado,
senão vai aparecer sua conversa com o Gilberto Carvalho”, afirmou Lula,
ao ser questionado se os esclarecimentos apresentados por seu assessor
foram suficientes para convencê-lo de que não houve tráfico de influência.
Na última segunda-feira (14), Gilberto Carvalho divulgou nota negando ter favorecido Luiz
Eduardo Greenhalgh. O advogado havia lhe pedido para apurar se Humberto Braz estava sob investigação da
Presidência da República. O chefe de gabinete do presidente negou ainda que tenha recorrido ao
Ministério da Justiça ou à Polícia Federal para atender ao pedido do
advogado petista.
O chefe de gabinete disse na nota que, no dia 28 de
maio, o ex-deputado lhe informou, por telefone, que Humberto Braz teria sido seguido no Rio de Janeiro e abordado por um
tenente da Polícia Militar de Minas Gerais. O PM teria dito estar a serviço
da Presidência da República.
Gilberto Carvalho afirmou que procurou o Gabinete de Segurança
Institucional da Presidência (GSI) e foi informado que o tenente "estava
credenciado pelo GSI", mas seu trabalho não tinha relação com Braz. O chefe de gabinete disse que em seguida telefonou para Greenghalg e passou as
informações obtidas no GSI.
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