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Brasília - Ao decidir divulgar o
áudio em que o delegado Protógenes Queiroz diz não
querer mais presidir o inquérito da Operação
Satiagraha, a direção da Polícia Federal optou
por fazer uma edição, com o objetivo de evitar a
publicidade de dados sigilosos sobre o futuro das investigações.
É o que informou hoje (17) a assessoria de imprensa da PF, que
ressaltou, ainda, que a gravação da reunião entre delegados e diretores,
ocorrida no último dia 14 de julho,
era de total conhecimento dos presentes.
Ainda de acordo com a assessoria, a afirmação inicial de que o áudio não seria divulgado ocorreu por causa de uma indefinição com relação à forma mais adequada para se disponibilizar o material. A PF mantém a versão de que não houve
nenhuma ordem do presidente Lula para que a direção da
instituição liberasse a gravação.
Hoje (17) pela manhã,
o presidente se reuniu com o diretor-geral da PF em exercício,
Romero Menezes, e com o ministro da Justiça, Tarso Genro, para
discutir o encaminhamento da Operação Satiagraha.
A PF informa que a
manutenção de Protógenes Queiroz no comando do
inquérito, conforme defendeu ontem o presidente Lula, depende
apenas de um gesto pessoal do próprio delegado. Queiroz teria
de abrir mão de um curso presencial de formação
em que está matriculado, com início previsto para a
próxima segunda-feira (21), em Brasília.
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