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17 de Julho de 2008 - 11h31 -
Última modificação
em 17 de Julho de 2008 - 12h17
Situação da Previdência é relativamente boa apesar de déficit, diz ministro
Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil
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Marcello Casal Jr/ABr
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Brasília - O ministro da Previdência Social, José Pimentel, dá entrevista a emissoras de rádio, no estúdio da Empresa Brasil de Comunicação (EBC)
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Brasília - Apesar do registro de um novo
déficit previdenciário nos meses de maio e
junho de 2008, o ministro da Previdência Social, José
Pimentel, disse hoje (17) que, caso a economia brasileira continue a
crescer, o ministério pretende “trazer a Previdência
urbana para o azul" em curto
espaço de tempo.
De acordo com ele, o governo quer separar a Previdência urbana da rural
para facilitar a contabilização.
“De
1988 até 2004, o Brasil tinha um crescimento mínimo da
economia e basicamente não tinha formalização de
contratos de trabalho. Tínhamos uma forte informalidade dos
micro e pequenos empreendedores. A fórmula para legalizar os
pequenos negócios é que tem permitido à
Previdência estar hoje nessa situação
relativamente boa”.
Ao participar de
entrevista a emissoras de rádio nos estúdios da Empresa
Brasil de Comunicação (EBC), Pimentel avaliou que a redução gradativa do déficit previdenciário é
resultado do crescimento econômico, da implantação
de micro e pequenas empresas e de um “esforço de gestão”
para cortar gastos e combater fraudes.
Ele lembrou que, até
2004, quando se discutia reajustes para o salário mínimo
no Brasil, especialistas argumentavam que tal manobra poderia comprometer a previdência. Atualmente, com o valor do salário
mínimo superior a US$ 260, o ministro garante que o sistema está bem ajustado.
Ao
lembrar o aniversário de cinco anos da previdência
associativa, ele explica que o sistema foi organizado para atender
aos trabalhadores autônomos como médicos, advogados e
jornalistas – categorias que não possuem vínculo
empregatício. Para celebrar a data, Pimentel lança hoje (17)
uma plataforma de banco de dados que vai possibilitar que cada
associado, em qualquer ponto do Brasil, possa acompanhar as alterações no sistema previdenciário complementar. “[Queremos] dar mais transparência e
mais segurança para proteger os nossos profissionais
liberais.”
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