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Brasília - Além das falas
do delegado Protógenes Queiroz, que deixou o comando da
Operação Satiagraha, a Polícia Federal divulgou
diálogo entre Protógenes, o diretor de Combate ao Crime
Organizado, Roberto Ciciliati Troncon Filho, e o superintendente da
PF em São Paulo, Leandro Daiello Coimbra. Os três
conversam sobre a possibilidade de Protógenes termine seu
relatório até amanhã (18). A conversa começa
com o delegado descrevendo os crimes investigados.
Protógenes:
Evasão fiscal e outros crimes que porventura se relacionam à
formação de quadrilha. Troncon: Informação
privilegiada? Protógenes: Informação
privilegiada e formação de quadrilha para os crimes
correlatos. Troncon: Quer dizer, a
estrutura principal desse inquérito que você instalou é
a questão do laudo, que trata da gestão fraudulenta e
mais a corrupção. Protógenes: “Isso é!
Esse inquérito está sequinho. Eu já tenho como é
que ele se materializa com análise de um HD ...(inaudível)...
cotejado com dados obtidos em um ano e meio de interceptações
telefônicas e de e-mail onde transitaram documentos. Então,
além de outros crimes que dão fortemente a
materialidade da gestão fraudulenta, tá? A estratégia
foi justamente fazer três instrumentos para poder facilitar o
trabalho. Aí conversei com o Fausto isso e ele achou boa
idéia, ainda que lá na frente tudo [venha a] se unir,
está um canal só para a Sexta Vara. Protógenes:
Eu marquei de fazer até sexta-feira. Leandro: Você
consegue fazer até sexta? Consegue relatar até sexta?
Troncon: Não, tem que ouvir o pessoal. Mas você
consegue concluir até sexta? Se conseguir concluir até
sexta, aí tudo bem. Protógenes: Depende de eu falar
com o advogado. Só faltava o Humberto [Braz, ex-presidente da
Brasil Telecom, preso na operação]. O Humberto se apresentou... Não vejo nenhum
óbice, não. Leandro: Então ele conclui até
sexta e a gente fica para resolver os outros. Troncon: Agora
outra coisa que é importante deixar muito claro aqui: esses
inquéritos são tombados na Delecin [Delegacia de
Combate aos Crimes Financeiros da Superintendência de São
Paulo]. O [Ricardo] Saadi está aqui porque está como
chefe da Delecin, mas o superintendente está dizendo que ele
vai permanecer. Independentemente de quem está aqui, quem não
está, isso é o básico do que a gente tem que
seguir. Eu fiz questão de falar, olha essa investigação
tem que falar. Tudo o que o diretor tem falado é tudo o que eu
acredito. Deixa eu concluir. O local do crime é aqui, pelo
menos parte dele, o inquérito é tombado lá. Tem
que ter um alinhamento, uma sinergia completa com a chefia da
delegacia, com a Dercor [Delegacia Regional de Combate ao Crime
Organizado], com o superintendente, com o Defin [Divisão de
Combate aos Crimes Financeiros] e comigo.
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