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17 de Julho de 2008 - 20h47 - Última modificação em 17 de Julho de 2008 - 20h47


Leia mais diálogos divulgados pela PF que envolvem o delegado Protógenes

Marco Antônio Soalheiro
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Além das falas do delegado Protógenes Queiroz, que deixou o comando da Operação Satiagraha, a Polícia Federal divulgou diálogo entre Protógenes, o diretor de Combate ao Crime Organizado, Roberto Ciciliati Troncon Filho, e o superintendente da PF em São Paulo, Leandro Daiello Coimbra. Os três conversam sobre a possibilidade de Protógenes termine seu relatório até amanhã (18). A conversa começa com o delegado descrevendo os crimes investigados.

Protógenes: Evasão fiscal e outros crimes que porventura se relacionam à formação de quadrilha.
Troncon: Informação privilegiada?
Protógenes: Informação privilegiada e formação de quadrilha para os crimes correlatos.
Troncon: Quer dizer, a estrutura principal desse inquérito que você instalou é a questão do laudo, que trata da gestão fraudulenta e mais a corrupção.
Protógenes: “Isso é! Esse inquérito está sequinho. Eu já tenho como é que ele se materializa com análise de um HD ...(inaudível)... cotejado com dados obtidos em um ano e meio de interceptações telefônicas e de e-mail onde transitaram documentos. Então, além de outros crimes que dão fortemente a materialidade da gestão fraudulenta, tá? A estratégia foi justamente fazer três instrumentos para poder facilitar o trabalho. Aí conversei com o Fausto isso e ele achou boa idéia, ainda que lá na frente tudo [venha a] se unir, está um canal só para a Sexta Vara.
Protógenes: Eu marquei de fazer até sexta-feira.
Leandro: Você consegue fazer até sexta? Consegue relatar até sexta?
Troncon: Não, tem que ouvir o pessoal. Mas você consegue concluir até sexta? Se conseguir concluir até sexta, aí tudo bem.
Protógenes: Depende de eu falar com o advogado. Só faltava o Humberto [Braz, ex-presidente da Brasil Telecom, preso na operação]. O Humberto se apresentou... Não vejo nenhum óbice, não.
Leandro: Então ele conclui até sexta e a gente fica para resolver os outros.
Troncon: Agora outra coisa que é importante deixar muito claro aqui: esses inquéritos são tombados na Delecin [Delegacia de Combate aos Crimes Financeiros da Superintendência de São Paulo]. O [Ricardo] Saadi está aqui porque está como chefe da Delecin, mas o superintendente está dizendo que ele vai permanecer. Independentemente de quem está aqui, quem não está, isso é o básico do que a gente tem que seguir. Eu fiz questão de falar, olha essa investigação tem que falar. Tudo o que o diretor tem falado é tudo o que eu acredito. Deixa eu concluir. O local do crime é aqui, pelo menos parte dele, o inquérito é tombado lá. Tem que ter um alinhamento, uma sinergia completa com a chefia da delegacia, com a Dercor [Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado], com o superintendente, com o Defin [Divisão de Combate aos Crimes Financeiros] e comigo.

 


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