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17 de Julho de 2008 - 20h52 - Última modificação em 17 de Julho de 2008 - 20h52


PF foi “ridícula e amadora” ao divulgar áudio de reunião com delegado Protógenes, diz sindicato

Marco Antônio Soalheiro
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - A divulgação para imprensa do áudio de reunião entre membros da Polícia Federal,  feita hoje pela instituição em Brasília com o objetivo de comprovar que o delegado Protógenes Queiroz está deixando o inquérito da Operação Satiagraha por vontade própria, não foi bem recebida pelo Sindicato dos Delegados da Polícia Federal em São Paulo. Na avaliação da entidade de classe, o gesto foi desnecessário e ruim para a imagem da PF, que possui um trabalho destacado no combate ao crime organizado.

“Divulgar essa gravação é uma atitude ridícula, em péssima hora, que expõe muito mais a instituição. Pegaram um caminho muito ruim que não resolve nada e só dá margem a mais ilações. Foi de mau gosto, um amadorismo gritante”, afirmou o presidente do sindicato, Amaury Portugal.

Segundo Portugal, o assunto já deveria ter sido resolvido internamente, bastando que os delegados afastados oficializassem junto ao próprio sindicato as razões do afastamento, isentando a administração ou dando outros motivos.

O dirigente sindical não descarta que o silêncio do delegado Protógenes Queiroz sobre o afastamento seja consequência de pressões: “Se ele [Queiroz] não está aparecendo, deve ter algum motivo. Mas respeito, porque talvez o que ele pode falar seja o que a administração não quer ouvir”.



 


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