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17 de Julho de 2008 - 19h05 -
Última modificação
em 17 de Julho de 2008 - 19h05
Setor agrícola é o maior gerador de empregos em junho, segundo Caged
Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil
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Valter Campanato/ABr
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Brasília - O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, fala sobre os números de emprego e desemprego registrados em junho
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Brasília - O setor agrícola registrou
a maior geração de empregos em junho de 2008 segundo
dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados hoje (17) pelo Ministério do Trabalho.
O setor foi
responsável pela criação de 92.580 dos 309.442
postos de trabalho registrados no período, número
recorde para todos os meses desde a série histórica que
começou em 2003.
Segundo o ministro do
Trabalho, Carlos Lupi, o bom desempenho do setor se deve a fatores
sazonais. “O período da safra começa a acontecer a
partir desse mês. Além disso, há o investimento
em tecnologia de ponta que faz com que a produção
melhore. Outro fator é a exportação, o Brasil está exportando
muito batendo todos os recordes e isso ajuda com que o empresário
invista mais e queira mais trabalhadores”, analisou.
O recorde do setor
agrícola é 15,22% superior ao registrado anteriormente
em junho de 2005. Em comparação à maio, o
crescimento foi de 5,67%. Segundo Lupi, o cultivo de café,
especialmente em Minas Gerais, foi o responsável pela
elevação. O estado foi responsável por 38.869
dos 40.067 empregos gerados pela atividade cafeeira. Outro destaque
é a produção de uva, cujos maiores índices de criação de postos de trabalho foram verificados em Pernambuco e na
Bahia.
Não só a
agricultura, mas todos as áreas de atividade econômica
apresentaram aumento em junho. Impulsionado pelo período de
férias, o setor de serviços foi responsável pela segunda maior
geração de postos de trabalho, com 73.436 empregos.
“Estamos crescendo em
todos os setores e isso é muito bom porque você não
tem uma bolha de crescimento, você não tem só a
construção civil ou a indústria de
transformação, mas todos
crescendo bem, de forma homogênea em todo o Brasil”, defendeu
Lupi.
O ministro afirmou que
o crescimento só não é maior porque em alguns
setores, como a construção civil e a engenharia, faltam profissionais qualificados. “Nós ainda temos uma
massa muito grande de brasileiros precisando de emprego e o grande
desafios é qualificá-los. O índice de desemprego
está abaixo de 8%, o mais baixo da história, mas
comparando com a população brasileiro ainda é
muito grande, representa de 5 a 6 milhões”, apontou.
Lupi subiu a previsão de
geração de empregos para 2008 de 1,8 milhão para
2 milhões. No acumulado do ano, o Caged soma 1.361.388
empregos criados. O ministro não acredita que a inflação ou a
alta dos juros possam atrapalhar o crescimento.
“Em primeiro lugar, o
aumento dos juros não deve ser muito grande. O investimento
continua muito forte, especialmente os internacionais. O que existe
de inflação não é só no Brasil, é
no mundo todo. A vantagem é que o Brasil é
auto-suficiente em petróleo e um dos maiores produtores
agrícolas do mundo”, avaliou.
No comparativo regional, a região Sudeste mais uma vez apresenta os maiores índices de geração de emprego. Foram registrados 194.732
postos de trabalho, o que representa um crescimento de 1,16% em relação
a maio. O destaque ficou por conta do Nordeste, que aparece em segundo
lugar no período, com 39.972 empregos criados.
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