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17 de Julho de 2008 - 15h57 - Última modificação em 17 de Julho de 2008 - 16h03


Petroleiros denunciam ao Ministério Público do Trabalho cárcere privado em Manaus

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - Dirigentes da Federação Única dos Petroleiros (FUP) e do Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro) do Amazonas denunciaram hoje (17) ao Ministério Público do Trabalho (MPT) da região, que a Petrobrás está “mantendo em cárcere privado” diversos trabalhadores da Refinaria de Manaus (Reman).

Segundo informações constante do site da FUP na internet, ainda na tarde de hoje um procurador do MPT e um fiscal da Delegacia Regional do Trabalho (DRT) farão uma inspeção na refinaria, para averiguar a denúncia.

De acordo com o informe, os trabalhadores, que assumiram o turno da Reman às 15h de ontem (16) estão sendo retidos pela Petrobrás, apesar da empresa ter ingressado, hoje pela manhã, com equipe de contingência, para assumir a operação da refinaria.

Segundo o sindicato, os petroleiros da Reman “estão sendo mantidos em uma sala da unidade, com colchonetes, para que permaneçam no local até o final da paralisação, o que ocorrerá à meia-noite de amanhã (18)”.

Os petroleiros sustentam, ainda, que a equipe de contingência que a Petrobrás colocou para operar a refinaria e minimizar os efeitos da paralisação nacional – em apoio ao Sindipetro do Norte Fluminense e pela melhora na proposta da Petrobras em relação ao pagamento da segunda parcela da participação nos lucros e resultados da companhia - é composta por gerentes, coordenadores e supervisores, “que não têm condições de manter a segurança operacional da unidade - colocando em risco a comunidade, o meio ambiente e os próprios trabalhadores. Além disso, a equipe tem um efetivo reduzidíssimo, o que aumenta ainda mais o risco de acidentes”.

A FUP também acusa a Petrobrás de se utilizar “de instrumentos coercitivos para proibir o acesso às refinarias e terminais dos dirigentes sindicais e petroleiros que aderiram às paralisações desta quinta-feira. O sindicato teria sido impedido de entrar na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro, para reunir-se com os trabalhadores que, em resposta à repressão, “realizaram uma grande manifestação repudiando a ação da gerência”. Na Refinaria Landulfo Alves (RLA), na Bahia, ainda segundo a FUP, a Petrobrás ingressou com interdito proibitório, instrumento jurídico de resgate de posse de propriedade, impondo multas ao sindicato, caso ingressasse na refinaria.

Ouvida pela Agência Brasil, a Petrobras negou as acusações e afirmou que os empregados estão deixando as unidades normalmente.


 


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