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Rio de Janeiro - A Federação
Única dos Petroleiros (FUP) contestou, em comunicado nesta
quinta-feira (17), informações da Petrobras de que a
greve dos petroleiros do norte fluminense, deflagrada na última
segunda-feira (14) não está prejudicando a produção
de petróleo e gás natural.
No comunicado, a FUP
informa que o movimento tem adesão de 33 das 42 plataformas da
Bacia de Campos, e que além dos 500 mil barris de petróleo
que deixaram de ser produzidos nas primeiras cinco horas da
deflagração do movimento - antes das equipes de
contingência assumirem os trabalhos -, a produção
de gás natural foi “consideravelmente reduzida”.
Segundo a FUP, no
Terminal de Cabiúnas, em Macaé (RJ), estão
paralisadas as unidades de processamento de gás natural e de
refrigeração de gás natural, além de ter
sido reduzido o volume de líquido de gás natural
enviado à Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio de
Janeiro.
A federação
afirma na nota que a Petrobras vem agindo com “irresponsabilidade”
ao manter as unidades operando pelo quarto dia consecutivo com
equipes de contingência, com pessoal em número reduzido.
O sindicato sustenta
que as paralisações continuarão até o
final da noite desta sexta-feira (18).
“As mobilizações
atingem as refinarias, terminais de distribuição, áreas
de produção terrestres e marítimas e unidades
administrativas”, afirma a nota.
A categoria mantém
o indicativo de greve nacional a partir do próximo dia 5, com
paralisação da produção e do refino em
todo o país, se não houver avanço nas
negociações sobre o valor do percentual a ser pago aos
petroleiros na forma de participação nos lucros e
resultados da companhia.
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