O vôo 8055 da TAM, procedente de Paris, que trouxe ao Brasil o
ex-banqueiro e ex-dono do banco Marka Salvatore Cacciola pousou no
Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim, no Rio, às 4h30 de hoje (17).
Cacciola deixou, ontem (16) de manhã, o presídio do Principado de Mônaco, onde
estava desde setembro do ano passado, e seguiu escoltado por oito
agentes da Polícia Federal até o aeroporto de Nice, na França, onde
embarcou para o Brasil, acompanhado também pelo procurador de Justiça
Arthur Gueiros.
Os advogados do ex-banqueiro conseguiram liminar do Superior Tribunal de Justiça (STJ)
para que ele não viesse algemado e nem fosse fotografado na chegada.
Cacciola desembarcou em área distante de onde estavam os jornalistas e foi levado direto
para a Superintendência da Polícia Federal, na Praça Mauá, zona portuária do Rio. Ele será apresentado
à Justiça Federal e depois encaminhado a uma unidade prisional do
estado.
O advogado de Cacciola, Carlos Eluf, disse que seu cliente estava feliz em
voltar para o Brasil. Ele informou que já entrou com pedido de habeas
corpus no STJ e que acredita que no prazo de 10 dias o ex-banqueiro esteja em liberdade.
"Baseei o pedido no fato de que a jurisprudência determina prazo de
81 dias para prisão preventiva e Cacciola está preso há quase um ano.
Estamos alegando também que não existe condenação definitiva e pedindo
isonomia, já que no processos dele existem 13 réus e de todos os
condenados, só ele está preso, o que configura tratamento
diferenciado".
Salvatore Cacciola foi condenado em 2005 a 13 anos de prisão, acusado de
gestão fraudulenta e desvio de dinheiro público. Em 1999, para evitar
a falência do banco Marka, o Banco Central socorreu a instituição em uma operação
que gerou prejuízo de R$ 1,5 bilhão aos cofres da União.