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Brasília - Para
se adequar às mudanças no perfil energético do país, principalmente à
recente descoberta de petróleo na camada pré-sal, o governo prepara um novo
plano de longo prazo para o setor. A informação foi divulgada hoje (18)
pelo presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício
Tolmasquim.
O
último Plano Nacional de Energia, publicado em 2007 pelo Ministério de
Minas Energia - ao qual a EPE é vinculada, traça uma série de
projeções sobre a produção de energia de diversas
fontes e da demanda até 2030, levando em conta o crescimento da
população e da economia, por exemplo.
Tolmasquim antecipou que no
novo documento, que deve ficar pronto ao final de 2009, haverá mudanças no que tange à oferta de petróleo e seus
derivados e novas projeções para a produção de etanol e
de bioeletricidade, ambos derivados da cana-de-açúcar.
“A
principal mudança está ligada ao petróleo, que é o principal fator
novo, devido ao surgimento grande desse produto e de gás natural”,
disse. “Já a expansão do álcool é um fator importante, que também deve
ser considerado”.
Tolmasquim
também falou sobre elementos na área elétrica, que levaram a
mudanças. Ele lembrou os leilões das usinas hidrelétricas de Santo Antônio e
Jirau na Amazônia. “O fato de as usinas terem sido tão baratas, é uma informação que não tínhamos na época”.
De acordo com o presidente da EPE, as atualizações no plano são normais
e consideram o perfil da economia mundial. “O planejamento é uma
visão de um certo momento e, de tempos em tempos, precisa ser atualizado”.
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