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18 de Julho de 2008 - 20h44 - Última modificação em 18 de Julho de 2008 - 20h44


Paulo Bernardo diz que momento econômico é oportuno para a reforma tributária

Lúcia Norcio
Repórter da Agência Brasil

 
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Curitiba - O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse hoje (18), que o momento econômico é oportuno para a reforma tributária. Segundo ele, uma etapa fundamental para consolidar o processo de desenvolvimento do país.

“Do ponto de vista econômico é a reforma mais importante. Estamos simplificando as estruturas dos tributos, retirando impostos, acabando com a guerra fiscal, com a garantia de que os estados não vão perder receita. É uma proposta que interessa a todos, tem pouca divergência. Tem muito mais gente apoiando do que combatendo. Nosso principal objetivo é simplificar um sistema que é muito complicado”, defendeu.

Em palestra para empresários no Congresso Estadual da Fecomercio Paraná, Paulo Bernardo lembrou que todas as vezes que se tentou fazer a reforma tributária o crescimento do país estava baixo.

“O governo queria fazer a reforma para arrecadar mais, e os empresários queriam a reforma para pagar menos. E conseguir isso era impossível. Neste momento o crescimento econômico facilita esta equação”, afirmou.

Ele admitiu que se não tiver diminuição de tributos, o empresariado não apóia a reforma.

Paulo Bernardo disse acreditar que a proposta pode ser votada na Câmara dos Deputados antes das eleições, e no Senado, até novembro.

“Já há amadurecimento dentro do Congresso de que ficar adiando a votação não é bom para ninguém. A guerra fiscal passou dos limites, a carga tributária é injustamente distribuída, uns pagam muito mais do que outros. A guerra fiscal entre os estados desorganiza a competitividade entre as empresas”, disse.



 


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