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Curitiba - O ministro do
Planejamento, Paulo Bernardo, disse hoje (18), que o momento
econômico é oportuno para a reforma tributária.
Segundo ele, uma etapa fundamental para consolidar o processo de
desenvolvimento do país.
“Do ponto de vista
econômico é a reforma mais importante. Estamos
simplificando as estruturas dos tributos, retirando impostos,
acabando com a guerra fiscal, com a garantia de que os estados não
vão perder receita. É uma proposta que interessa a
todos, tem pouca divergência. Tem muito mais gente apoiando do
que combatendo. Nosso principal objetivo é simplificar um
sistema que é muito complicado”, defendeu.
Em palestra para
empresários no Congresso Estadual da Fecomercio Paraná,
Paulo Bernardo lembrou que todas as vezes que se tentou fazer a
reforma tributária o crescimento do país estava baixo.
“O governo queria
fazer a reforma para arrecadar mais, e os empresários queriam
a reforma para pagar menos. E conseguir isso era impossível.
Neste momento o crescimento econômico facilita esta equação”,
afirmou.
Ele admitiu que se não
tiver diminuição de tributos, o empresariado não
apóia a reforma.
Paulo Bernardo disse
acreditar que a proposta pode ser votada na Câmara dos
Deputados antes das eleições, e no Senado, até
novembro.
“Já há
amadurecimento dentro do Congresso de que ficar adiando a votação
não é bom para ninguém. A guerra fiscal passou
dos limites, a carga tributária é injustamente
distribuída, uns pagam muito mais do que outros. A guerra
fiscal entre os estados desorganiza a competitividade entre as
empresas”, disse.
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