O presidente da República em exercício, José Alencar, defendeu hoje (18) a transparência na divulgação de trechos do diálogo do delegado da Polícia Federal responsável pelo comando da Operação Satiagraha, Protógenes Queiroz, na reunião da última segunda-feira (14), quando foi decidido o afastamento de Protógenes do caso. Para Alencar, as investigações da PF devem ser de acordo com a lei.
“Acho que deve ser rigorosamente transparente, claro que numa investigação pode ter algum momento em que haja informações que são de exclusividade de quem está investigando, isso é natural que haja. Mas a transparência é necessária, os brasileiros desejam acompanhar tudo isso”.
Alencar também a importância das operações da PF. “Tudo tem que ser feito dentro da lei. O que a polícia tem feito é procurar coibir atividades fora da lei, de modo que dou todo meu apoio à Polícia Federal”.
Ao decidir, ontem (17), divulgar apenas trechos do áudio em que o delegado Protógenes Queiroz diz não querer mais presidir o inquérito da Operação Satiagraha, a direção da Polícia Federal justificou que a opção pela uma edição ocorreu para evitar a publicidade de dados sigilosos sobre o futuro das investigações.
Protógenes afastou-se do comando da Operação Satiagraha na terça-feira (15), segundo a assessoria da Polícia Federal, para fazer um curso, a pedido do próprio delegado. No entanto, a imprensa divulgou informações de que o delegado deixou as investigações por pressão da cúpula da PF. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a declarar que o delegado não sofreu pressão e defendeu a permanência dele à frente das investigações.