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Campinas (SP) - Depois de cinco dias de programação científica
intensa, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)
encerrou hoje (18) sua 60ª reunião anual, no local onde o encontro foi realizado pela primeira vez: a Universidade Estadual de
Campinas (Unicamp). Com participação de cerca de 12 mil pessoas, o
presidente da SBPC, Marco Antonio Raupp, considerou “bastante
satisfatório” o balanço da reunião.
“Colocamos todos os grandes temas nacionais de
interesse da ciência que consideramos importante discutir. Estamos
satisfeitos de ter podido desenvolver com sucesso núcleos que abordaram
áreas estratégicas para o país e para a sociedade brasileira”,
comentou Raupp. Ele listou os resultados das discussões de alguns núcleos
da reunião da SBPC como contribuições fundamentais para o
desenvolvimento de ciência e tecnologia e do país como um todo.
“Avançamos muito nos debates sobre o etanol em
relação às questões da sustentabilidade e da competição com alimentos;
a inovação tecnológica, que é uma questão vital para a retomada do
desenvolvimento e em temas como aquecimento global, biodiversidade e
conservação e experimentação com animais”, listou.
Na avaliação de Raupp, a necessidade de definição de
“segurança jurídica e legal” para a realização de pesquisas no país é
uma das grandes diretrizes que a SBPC reforçou na reunião da Unicamp. O
presidente da SBPC afirmou que a comunidade científica vai às
instâncias políticas pressionar por avanços na legislação para a ciência
e “ficar alerta” à execução dos recursos previstos no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) da Ciência e
Tecnologia – R$ 41bilhões até 2011. “Fazer não é só anunciar; é
executar”, afirmou.
No segundo semestre deste ano, a SBPC pretende
realizar um workshop para debater especificamente estratégias para
melhorar o desempenho da educação para a ciência nas escolas
brasileiras, um dos maiores desafios atuais das políticas de ciência e tecnologia.
Em 2009, a reunião anual da SBPC será em Manaus (AM) e está sendo planejada como um
encontro “pan-amazônico”, com participação de pesquisadores e
cientistas de países que também fazem parte do bioma, como Colômbia,
Peru e Bolívia. “O Brasil tem que a aproveitar a oportunidade de
exercer a liderança no desenvolvimento científico-tecnológico da
Amazônia”, afirmou Raupp.
"A realização da Reunião Anual da SBPC no estado
consolidará uma política que articula a ciência e a tecnologia,
buscando criar condições para um desenvolvimento amazônico
sustentável", acrescentou o secretário de Ciência e Tecnologia do
Amazonas, José Aldemir de Oliveira.
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