Sem dar declarações públicas
desde o início da semana, quando a Polícia Federal
divulgou que ele estaria deixando o comando da Operação
Satiagraha por vontade própria, o delegado Protógenes
Queiroz decidiu contestar a versão dos seus superiores.
Queiroz queixou-se formalmente à Procuradoria da República
em São Paulo de obstrução às
investigações sobre o caso. A denúncia será
apurada em procedimento administrativo de controle externo da
atividade policial, solicitado pelos procuradores Anamara Osório
Silva e Rodrigo de Grandis.
De acordo com o Ministério Público
Federal, Queiroz alega ter sido afastado das investigações
e reclama da falta de recursos humanos e materiais para que
conduzisse o trabalho. O procurador da República Roberto
Antonio Dassié Diana, coordenador do grupo de controle externo
da Procuradoria da República em São Paulo, dará encaminhamento à
representação.
A procuradoria já solicitou ao diretor de
Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal, Roberto
Troncon, a íntegra da gravação feita na reunião
ocorrida na Polícia Federal na qual foi decidida a saída
de Protógenes Queiroz. Ontem (17), a PF divulgou trechos editados.
Queiroz foi o responsável pela prisão, na última semana, do banqueiro Daniel Dantas, do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, e do investidor Naji Nahas, acusados de terem cometido crimes financeiros. Entretanto, todos eles conseguiram habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) e estão em liberdade.