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18 de Julho de 2008 - 15h44 - Última modificação em 18 de Julho de 2008 - 15h44


Advogado de Dantas diz que investigação tem viés político e classifica inquérito de "medieval"

Flávia Albuquerque
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - O advogado do banqueiro Daniel Dantas, Nelio Machado, criticou hoje (18) as investigações conduzidas pela Polícia Federal na Operação Satiagraha dizendo que não estão sendo isentas nem por parte da PF, nem do Ministério Público, nem da Justiça Federal.

Para Machado, que chegou há pouco na sede da superintendência da Polícia Federal, em São Paulo, acompanhado de seu cliente, a investigação tem viés político.

“Nunca se viu numa investigação o presidente da República se manifestar. Nunca se viu convocar reunião com presença do Ministério da Defesa e do Supremo Tribunal Federal”, alegou o advogado.

Machado afirmou que seus clientes ficarão calados durante depoimento e não responderão a nenhuma pergunta com base em uma recomendação formal documentada pela defesa.

Ele criticou ainda a divulgação de apenas três minutos do áudio de uma reunião entre delegados que teria durado três horas. “Eles [a Polícia Federal] só mostram os três minutos e nós não sabemos em que contexto foram produzidas”,afirmou.

Machado disse que entregará um documento ao delegado Protógenes Queiroz no qual manifesta objeção quanto ao que ele classificou de “inquérito medieval”.



 


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