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Brasília - Responsável
pela decretação das prisões efetuadas pela
Polícia Federal na Operação Satiagraha, o juiz
Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal de São
Paulo, especializada em crimes financeiros e de lavagem de dinheiro,
divulgou hoje (18) nota em que afirma não ter violado, em
entrevistas concedidas sobre o assunto, disposição da
Lei Orgânica da Magistratura Nacional. A nota é uma reação à declaração do advogado Nélio Machado, responsável pela defesa do banqueiro Daniel Dantas, de que pediria o afastamento do juiz do processo por suspeição.
Pela norma, o
magistrado não pode "manifestar, por qualquer meio de comunicação, opinião sobre processo pendente de julgamento, seu ou de outrem, ou juizo depreciativo sobre despachos, votos ou sentenças, de órgãos judiciais, ressalvada a crítica nos autos e em obras técnicas ou no exercício do magistério".
Segundo
De Sanctis, as entrevistas que concedeu e notas que divulgou
“revelaram-se absolutamente indispensáveis para a
preservação da dignidade da Justiça Federal”,
sem prejuízo para o sigilo do processo. O magistrado alega
que a imprensa pode ser um elo para a aproximação da
magistratura com a população e descreve como se
relaciona com os jornalistas.
“Este
magistrado recebe jornalistas, sempre na
presença da Assessoria de Imprensa da Diretoria do Foro ou do
Egrégio Tribunal Regional Federal, sem externar qualquer
opinião acerca dos feitos objeto da jurisdição,
mas para tornar efetivo o acesso à Justiça, evitando,
desse modo, que eventuais impropriedades sejam noticiadas pelos
órgãos de comunicação”, relatou
De Sanctis.
“As
informações eventualmente veiculadas contribuem para a
transparência do serviço concebido para o público
e para a concretização, real, do Estado de Direito”,
acrescentou o magistrado.
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