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São Paulo - O dono do Banco Opportunity, Daniel Dantas, e
outras nove pessoas que serão ouvidas hoje (18) pela Polícia
Federal foram orientados por seus advogados a permanecer calados
durante o depoimento.
Comunicado distribuído à imprensa
pelos advogados, que será também entregue ao delegado
Protógenes Queiroz, informa que Dantas e os nove funcionários do Opportunity deverão
“se abster de responder a qualquer das indagações”
feitas pelos delegados que investigam crimes financeiros na Operação
Satiagraha.
Os advogados afirmam que houve vazamentos
injustificáveis e “cerceamento intolerável” de suas
atividades. Eles reclamam ainda que “um certo meio de comunicação”
estaria sendo privilegiado em detrimento da defesa.
O comunicado traz reclamações sobre
a atuação da Agência Brasileira de Inteligência
(Abin) na operação e também sobre o ministro da
Justiça, Tarso Genro, que, segundo os advogados, “fez juízo
de valor sobre suposta culpabilidade do senhor Daniel Valente
Dantas”.
“A defesa dos investigados reafirma que seus
constituintes nada dirão até que o cipoal de
informações desencontradas seja superado com a cessação
dos ilegais e abusivos vazamentos”, afirmam os advogados no
documento.
Além de Daniel Dantas, a Polícia
Federal deve ouvir hoje Verônica Dantas, irmã do
banqueiro; Carlos Bernardo Rodenburg; Itamar Benigno Filho; Norberto
Aguiar Tomaz; Arthur Joaquim de Carvalho; Eduardo Penido Monteiro;
Maria Amália Delfim Coutrim; Dório Ferman e Danielle
Nínio.
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