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18 de Julho de 2008 - 19h56 - Última modificação em 18 de Julho de 2008 - 19h56


Ministro diz que não haverá atraso na construção da Usina de Jirau

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - O embate que está se desenhando em torno da construção da Usina de Jirau, no Rio Madeira, em Rondônia, vencida pelo Consórcio Energia Sustentável do Brasil, “preocupa” o Ministério de Minas e Energia, mas não deverá inviabilizar a conclusão da obra no prazo previsto.

O ministro Edison Lobão disse hoje (18) que acredita numa boa solução para o problema, surgido a partir do anúncio de que o consórcio vai construir a unidade a 9 quilômetros do local constante do edital.

O Consórcio Jirau Energia, formado pela Odebrecht e Furnas Centrais Elétricas, que perdeu a disputa pela construção da usina, apresentou recurso à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) pedindo o cancelamento da habilitação concedida ao grupo vencedor.

Para o ministro, no entanto, não haverá atrasos no cronograma para a construção das duas unidades. Lobão informou que o contrato com o consórcio vencedor será assinado antes do prazo previsto.

“Há um prazo até dezembro para a assinatura do contrato com o consórcio que ganhou Jirau, portanto nós estamos dentro do prazo e vamos até antecipar esta assinatura para setembro. Não haverá nenhum atraso na construção de Santo Antônio e tampouco de Jirau”, disse Lobão.

“O recurso da Odebrecht pode até ser desconsiderado. A Aneel pode decidir sobre ele. Agora, o consórcio vencedor só poderá propor a mudança do eixo e apresentar o projeto depois de assinar o contrato. Enquanto não for assinado o contrato nenhuma medida concreta será tomada nem pela Aneel e nem pelo Ibama”, acrescentou.

Edison Lobão adiantou que somente a partir da assinatura do contrato é que a Aneel vai se manifestar sobre o mérito das mudanças do projeto proposto pelo consórcio vencedor.



 


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