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20 de Julho de 2008 - 09h30 -
Última modificação
em 20 de Julho de 2008 - 11h53
Campanha por doação de sangue quer ampliar prática no Brasil
Cristiane Ribeiro
Repórter da Agência Brasil
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Rio de Janeiro - Com o slogan “Ajudar está
no sangue”, o Ministério da Saúde lança hoje (20) uma campanha para
ampliar e tornar freqüente a doação de sangue no país. Segundo dados do
ministério, no Brasil, apenas 1,8% da população adulta faz doações regulares de
sangue, quando o ideal, conforme estabelecido pela Organização Mundial de Saúde
(OMS), é que de 3 a 5% da população de cada país seja doadora.
Para
divulgar a campanha, o Ministério da Saúde vai veicular filmes na televisão e
nos cinemas e também spots em rádios das capitais e do interior dos
estados. Também serão distribuídos folhetos informativos nos hemocentros de
todos os estados da federação.
“Nós temos
que, de um lado, fazer com que as pessoas que já são doadoras mantenham esse
hábito de generosidade, mas também outro grande desafio é fazer com que pessoas
que nunca doaram passem a ser doadores”, enfatizou o ministro da Saúde, José
Gomes Temporão, ao falar sobre o lançamento da campanha na última sexta-feira (17)
no Rio de Janeiro.
Temporão
destacou, ainda, que no Brasil faltam doadores pois a demanda cresce em
proporções muito maiores. “O país precisa de um estoque estratégico de sangue
para o atendimento das mais variadas patologias. Além disso, o sangue também é
muito importante no seu fracionamento, de onde se tira imunoglobulinas e
plasma, fatores de coagulação que também são utilizados no tratamento de outras
doenças”.
Para a
chefe do setor de Hemoterapia do Instituto de Hematologia do Rio de Janeiro,
Ester Lopes, a Campanha Nacional de Doação de Sangue é uma estratégia do
governo para evitar a evasão de doadores em função da campanha de vacinação
contra a rubéola, que será iniciada em 9 de agosto.
Ela
explicou que ao receber a vacina, a pessoa não pode, pelo menos por um mês,
fazer doação de sangue, o que provoca uma queda acentuada no número de
doadores, como aconteceu em maio do ano passado, quando foi realizada a
campanha de vacinação contra a rubéola.
“Para este ano, a queda será maior ainda, já que
o foco da campanha contra a rubéola são os homens com idades entre 20 e 39
anos, justamente o nosso maior público doador. Assim, para evitar esta evasão,
nós do Hemocentro já iniciamos uma busca a doadores e logo no início do mês de
agosto, quem doar sangue já vai receber a vacina no posto onde fizer a doação”,
acrescentou.
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