Skip to content. Skip to navigation

A empresa    Fale Conosco    Trabalhe Aqui    Contas
BUSCA:     Ok  
 
Notícias Grandes Reportagens Coberturas Temáticas Banco de Imagens Multimídia Todos os Assuntos Canal do Leitor
 
19 de Julho de 2008 - 18h17 - Última modificação em 19 de Julho de 2008 - 18h17


MPF pede inquérito para apurar se incêndio em aldeia foi criminoso

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

 
envie por e-mail
imprimir
comente/comunique erros
download gratuito

Rio de Janeiro - O Ministério Público Federal, através da Procuradoria Criminal de Niterói, requisitou da Polícia Federal a abertura de inquérito para investigar se o incêndio que destruiu ontem (18) cinco ocas de índios guaranI, na Praia de Camboinhas, foi criminoso.

A informação é da assessoria de imprensa do MPF no estado do Rio de Janeiro. Os índios vieram de Paraty, no Sul fluminense, e se instalaram em Camboinhas no último mês de abril, em terreno doado por um ambientalista, com o objetivo de preservar o local, considerado um sítio arqueológico.

O representante da Fundação Nacional do Índio (Funai) das aldeias de Paraty e Angra dos Reis, Cristino Cabreira Machado, reuniu-se hoje (19) com os cerca de 36 índios que compõem a aldeia.

Ele está fazendo um levantamento dos prejuízos, em conjunto com a Procuradoria Jurídica da Funai, para ser encaminhado à direção do órgão, em Brasília, na próxima segunda-feira (21). O objetivo é ver o que pode ser feito para auxiliar os índios com urgência. “Viabilizar até recursos para dar um apoio a eles nesse momento”, disse.

O índio Joaquim Karaí Benite foi o único ferido durante o incêndio. Ele teria se queimado superficialmente ao tentar retirar equipamentos e móveis das ocas, disse Machado.

O representante da Funai confirmou que os índios guarani instalados na Praia de Camboinhas têm recebido ameaças anônimas.

Ainda segundo ele, há pressões, em especial da parte de empresas do mercado imobiliário, contrárias à permanência da aldeia na localidade. Já as associações de moradores se dividem entre apoiar os índios e pedir sua retirada de Camboinhas. “As associações de moradores tradicionais, pessoas que são ribeirinhas, caiçaras, são favoráveis”, observou.

 


  ASSUNTOS DESTA NOTÍCIA

 

O conteúdo deste site é publicado sob uma Licença Creative Commons Atribuição 2.5. Brasil.

Expediente      Fale com a redação

Agencias Parceiras

  
Portugal  Argentina