



|
Brasília - A Câmara dos Deputados terminou o semestre legislativo na
semana passada com mais da metade das sessões trancadas por medidas provisórias. As opiniões de líderes partidários sobre a produtividade da
Casa nesse período divergem. O recesso parlamentar começou oficialmente no dia 18 e deve
terminar no dia 31 de julho, uma quinta-feira. Com isso, os parlamentares só
devem voltar ao trabalho na segunda-feira (4).
O líder do PT na Câmara, deputado Maurício Rands (PE), defendeu
que o semestre foi positivo, mas admitiu que poderia ter sido melhor e destacou
algumas matérias aprovadas pelos deputados.
"Avançamos na discussão da reforma tributária, na
discussão da nova regra de procedimento das MPs [medidas provisórias],
na pauta de combate à violência. [A Câmara] aprovou a guarda
compartilhada, aprovou também algumas matérias que têm alcance para a
sociedade, caso da Lei Seca no Trânsito", disse.
Já o líder do DEM na Câmara, Antonio Carlos Magalhães Neto
(BA), considerou que o semestre teve baixa produtividade. "Acho que foi um
dos piores semestres de trabalho legislativo em toda a história do Congresso
Nacional. Nós nada fizemos, só votamos medidas provisórias, acho que o governo
abusou do número de MPs que editou e a Casa não soube reagir colocando um
basta", afirmou.
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), defendeu que a Casa conseguiu aprovar matérias importantes, entre elas a lei conhecida
como Lei Seca. "Na MP que apenas regulamentava a venda de bebidas
alcoólicas, foi a Câmara que, na reunião do colégio de líderes, decidiu que aquilo
que é hoje identificado como lei seca entraria na MP", destacou.
No dia 4 de agosto, já está marcada uma sessão
extraordinária para começar a votação de medidas provisórias que trancam a
pauta da Casa, entre elas está a medida que reajusta o salário de servidores
públicos federais. O texto principal já foi votado, mas os deputados precisam
concluir a votação dos destaques à medida.
|
|