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20 de Julho de 2008 - 18h36 - Última modificação em 21 de Julho de 2008 - 09h00


Na Colômbia, Lula pede liberdade para reféns

Da Agência Brasil


 
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Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu hoje (20), durante evento em comemoração ao 198º aniversário da Independência da Colômbia, a liberdade dos reféns no país.

“Tem um poeta brasileiro que uma vez escreveu uma frase sobre a liberdade: 'liberdade, liberdade, abra as asas sobre nós'. Liberdade, liberdade, abra as asas sobre nós. Liberdade para todos”, disse Lula, na cidade colombiana de Letícia, na fronteira com o Brasil. Também estavam presentes no evento o presidente colombiano, Álvaro Uribe, e o peruano, Alan Garcia. As informações são da BBC Brasil.

A citação do presidente Lula faz parte do hino da Proclamação da República, de autoria de Medeiros e Albuquerque. Antes de discursar, ele sujou as mãos de tinta e, acompanhado do presidente colombiano, pintou um painel em que pedia a liberdade aos seqüestrados. Ontem (19), sem citar diretamente as Forças Armadas da Colômbia (Farc), Lula defendeu a via constitucional como caminho para tomar o poder, citando sua experiência de três eleições perdidas até chegar à presidência.

De acordo com números do governo, desde 2002, mais de 9 mil pessoas aderiram ao programa de desmobilização do governo, que garante casa e alimentação em troca do compromisso do abandono total da luta armada. Durante as manifestações, os colombianos, vestidos em sua maioria com a cor branca, tinham estampadas em suas camisetas frases como “Liberem a todos já” e “Paz para Colômbia”.

Lula e Uribe firmaram, junto com Garcia, um acordo na área de Defesa para fortalecer a segurança nos mais de 1,6 mil quilômetros de fronteira amazônica. O objetivo é coibir a entrada de grupos armados colombianos (guerrilhas e paramilitares) e de redes de narcotráfico nos países vizinhos.

Ontem (19) foi confirmada a adesão da Colômbia ao Conselho Sul-Americano de Defesa, proposto pelo Brasil durante a criação da União de Nações Sul-Americanas, há quase dois meses, em Brasília.

 


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