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20 de Julho de 2008 - 11h11 -
Última modificação
em 21 de Julho de 2008 - 09h17
Diretora de hemocentro atribui a campanhas bom índice de doações de sangue
Lourenço Canuto
Repórter da Agência Brasil
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Elza Fiúza/ABr
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Brasília - Voluntários doam sangue em Hemocentro da cidade. O Ministério da Saúde lança, neste domingo, campanha para ampliar e tornar freqüente a doação de sangue no país
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Brasília - O Distrito Federal tem um dos maiores índices
de doação de sangue do país. São 100 mil pessoas cadastradas no Hemocentro de
Brasília. A diretora do centro, Maria de Fátima Brito, atribui isso às
campanhas que foram feitas pela instituição nos últimos dez anos. Segundo ela,
o trabalho conseguiu sensibilizar principalmente os jovens para a importância
da doação de sangue.
Hoje (20), o Ministério da Saúde lança uma campanha para ampliar e tornar
freqüente a doação de sangue no país. Segundo dados do ministério, no Brasil,
apenas 1,8% da população adulta faz doações regulares de sangue, quando o
ideal, conforme estabelecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS), é que de
3 a 5% da população de cada país seja doadora.
Jaime Carlos de Araújo, 25 anos, era um
entre mais de uma dezena de voluntários que estavam na manhã de ontem (19)
no Hemocentro de Brasília. Ele foi doar sangue pela primeira vez e defendeu que
tomou a iniciativa por acreditar que "todos têm de ser solidários para com
as pessoas que necessitam de uma transfusão”.
Aldilene Cariri, 38 anos, é outra
voluntária que estava na sala de espera do centro. Ela conta que doar sangue é
uma prática constante na vida dela e que busca o Hemocentro três vezes por ano.
Aldilene acredita serem necessárias mais campanhas de conscientização para que
as doações aumentem. "Eu venho aqui porque sei que tem muita gente que
precisa muito de sangue para sobreviver", explica.
A diretora do Hemocentro, Maria de Fátima
Brito, afirma que, nesta época do ano, o número de doadores cai por conta do
período de férias e do clima seco. Ela lembra que cada doação pode beneficiar
quatro pessoas. A diretora diz ainda que, desde a
Constituição de 1988, é proibido o comércio do sangue no Brasil. Quando o
hemocentro recebe um candidato a doador, faz exames para saber se ele tem saúde
suficiente para a doação.
A matéria foi alterada para correção do nome de uma das entrevistadas.
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