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Brasília - Ao desenvolver projetos para
colocar em plena atividade um complexo espacial em Alcântara,
o governo brasileiro busca atingir uma maior e necessária
independência tecnológica.
A avaliação
foi feita hoje (21) pelo presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB),
Carlos Ganem, em entrevista concedida à Agência Brasil
sobre a retomada dos testes com o foguete VLS-1B (veículo lançador de satélites), como parte das atividades do Programa Espacial Brasileiro.
“Não é
ideal termos monitoramento do tráfego aéreo, de
meteorologia e mudanças climáticas pendurado na aba de
um satélite americano. Por estar em cima de satélite de
terceiros, são os terceiros que determinam as prioridades [do
satélite]”, ressaltou Ganem. Para o presidente da AEB, o programa espacial brasileiro tem capacidade de "entrar na corrida por bons
negócios" por ter vantagens comparativas geográficas e tecnológicas.
Ganem disse que o governo quer também criar condições para que profissionais
capacitados no Brasil não sejam “exportados” para
trabalhar em programas espaciais concorrentes. “Queremos fazer um
esforço embasado para manter no país esses
profissionais, permitir o aproveitamento dessa massa crítica
em produtos, processos e serviços da nova atividade espacial.”
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