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21 de Julho de 2008 - 15h44 - Última modificação em 21 de Julho de 2008 - 20h18


Vice-presidente defende instituições que combatem o crime dentro da lei

Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil

 
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Iperó (São Paulo) - O vice-presidente José Alencar preferiu hoje (21) não se manifestar sobre as investigações contra o banqueiro Daniel Dantas, dono do Banco Opportunity, realizadas pela Polícia Federal, na Operação Satiagraha.

"Eu preferiria não abordar este assunto, porque da parte do Executivo ela está entregue à Polícia Federal, ao Poder Judiciário e ao Ministério Público. São três instituições cuidando disso, e eu acho que já é suficiente. O que desejamos é que não se encoraje o crime, mas sim quem procura combatê-lo".

José Alencar ressaltou que nesse momento o que é necessário é fortalecer a democracia, que pressupõe o império da lei. "Todos os brasileiros estão contra o quadro de impunidade. Queremos acabar com a impunidade, e por isso devemos encorajar as instituições que combatem o crime dentro da lei", disse.

O vice-presidente afirmou que não cabia a ele se manifestar se o governo deveria aguardar a conclusão do inquérito para aprovar a incorporação da Brasil Telecom à Oi. "Não adianta eu entrar nisso falando 'eu acho isso ou aquilo', pois há pessoas cuidando desse assunto e que podem falar melhor do que eu".

O Grupo Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas, fazia parte do consórcio proprietário da Brasil Telecom. Desde que foram fechadas as negociações para a junção das duas empresas, o banqueiro não tem mais nenhuma participação acionária na empresa de telefonia.

O vice-presidente José Alencar deu as declarações no Centro Experimental de Aramar, onde foi conhecer detalhes do programa da Marinha que visa capacitar o país a dominar o ciclo de combustível nuclear e desenvolver uma planta de energia, incluindo a construção de um reator nuclear.

Atualizada para alteração do título.
 


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