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Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu criar
um comitê gestor para coordenar as ações do Programa de
Aceleração do Crescimento (PAC) para a área social. A comunicação foi
feita hoje, pelo próprio presidente, a 15 ministros e representantes do
setor, que apresentaram o primeiro balanço dos programas em andamento
numa reunião no Palácio do Planalto. O ministro do Planejamento, Paulo
Bernardo, e o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson
Machado, também estavam presentes.
De acordo com informações do Palácio do Planalto,
caberá ao coordenador do comitê, que será um dos ministros da área
social, cobrar os resultados, reunir-se com colegas e avaliar os
programas em andamento, bem como eventuais dificuldades enfrentadas em cada ministério no cumprimento de metas propostas. Lula ainda não
definiu o nome do coordenador do comitê gestor.
Na reunião, o presidente determinou aos seus
ministros que não criem qualquer programa social novo para ser
implementado até 2010. Na sua avaliação, o importante agora é tocar
tudo que já foi proposto e está em andamento. Lula reafirmou à sua
equipe que pretende, em 2010, apresentar ao seu sucessor e aos
movimentos sociais um relatório de todas as ações sociais implementadas
em oito anos de governo.
"Quero sair [do governo] com um ISO-15.000 [na área
social]", teria dito o presidente aos seus ministros. Lula afirmou que, dificilmente, qualquer governante seja capaz de obter
resultados no setor como os que ouviu na reunião de hoje.
Mesmo diante desta avaliação, muitos dos projetos
previstos no PAC Social não conseguiram cumprir as metas propostas
quando da criação do programa. Cada ministro expôs ao presidente suas
dificuldades para executar as ações previstas, seja por causa da
redução orçamentária decorrente, por exemplo, do fim da Contribuição
Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) ou pela
inconstitucionalidade de se editar recursos extraordinários para os
ministérios por medida provisória.
Outro problema relatado por ministros, que
participaram da reunião no Palácio do Planalto, foram dificuldades
encontradas em firmar convênios com alguns estados e municípios para a
execução dos projetos previstos no PAC Social.
Por conta desses problemas, haverá um
redimensionamento para baixo das metas propostas para determinados
projetos como, por exemplo, o de políticas sociais para as mulheres e o
Pró-Jovem, criado em fevereiro de 2005, com o objetivo de elevar a
escolaridade e garantir a qualificação profissional de jovens que vivem
em situação de vulnerabilidade social.
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