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21 de Julho de 2008 - 20h05 - Última modificação em 21 de Julho de 2008 - 20h25


Agência promete maior segurança ao retomar testes com foguete nacional

Marco Antônio Soalheiro
Repórter da Agência Brasil

 
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Marcello Casal JR/ABr
Brasília- O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Ganem, explica como será o teste do motor do novo veículo lançador de satélites nacional (VLS), que significa a retomada do projeto de desenvolvimento de um foguete brasileiro
Brasília- O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Ganem, explica como será o teste do motor do novo veículo lançador de satélites nacional (VLS), que significa a retomada do projeto de desenvolvimento de um foguete brasileiro
Brasília - A Agência Espacial Brasileira (AEB) vai testar, no dia 6 de agosto, em São José dos Campos, o motor do foguete brasileiro em desenvolvimento para lançar satélites, conhecido como VLS-1B. Na preparação para a retomada do projeto, a agência sustenta terem sido adotadas providências técnicas de reforço à segurança. A preocupação da AEB é prevenir acidentes, como o ocorrido em 2003, na Base de Alcântara (MA), quando 21 técnicos do Programa Espacial Brasileiro morreram durante testes, na explosão começada no motor de um foguete, na véspera do lançamento.

“Será um teste de bancada, que não faz nenhuma movimentação, a não ser uma simulação do tiro desse motor. Permitirá que nós verifiquemos a quantas andam os aperfeiçoamentos com vistas ao futuro lançamento desse foguete em bases reais, que deve se dar em 2012. Vários requisitos de segurança foram trabalhados, com o fim de atingir melhor performance e uma atualização do escopo técnico do projeto”, afirmou à Agência Brasil o presidente da AEB, Carlos Ganem.

Na supervisão das adequações técnicas está o coordenador de veículos lançados da AEB, Ulisses Côrtes Oliveira. Ele informou que o projeto do VLS-1B passa por uma “revisão crítica” de todos os seus principais componentes. “A parte de proteção térmica estrá sendo testada. Outra alteração foi o aumento do espaço vazio para a expansão dos gases e a mudança mais significativa no sistema de ignição, dispositivo mecânico de segurança, que evita que a energia transite por circuitos de forma indesejada”, explicou Oliveira.

Todo o custo operacional que envolve a realização do teste do motor é estimado em US$ 1 milhão. Segundo o presidente da AEB, um valor compatível com o alvo tecnológico mirado pelo projeto do lançador de satélites.

“Os números em um programa espacial surpreendem pela magnitude, mas surpreendentes também são os benefícios que se gera para toda a sociedade brasileira. Não há mais programas de telecomunicações que não se possam apoiar em satélites; você não faz monitoramento convincente de tráfego aéreo sem satélites, não se faz comunicações diplomáticas e governamentais com segurança sem satélites”, argumentou Ganem.

O cronograma do governo prevê dois laçamentos experimentais antes do procedimento completo e oficial estimado para 2012. Em 2010 seria lançada um primeira versão do VLS-1B sem carga, parcialmente abastecida, e no ano seguinte uma segunda versão, com tanques cheios. “É um passo importante para testar, além dos motores, toda a geometria da rede elétrica e das torres”, ressaltou o coordenador Oliveira.


 


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