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São Paulo - Em nota à
imprensa, a ex-diretora da Agência Nacional de Aviação
Civil (Anac) Denise Abreu afirmou hoje (21) que o novo processo
movido pelo Ministério Público Federal (MPF) contra ela
é “basicamente o mesmo que foi rejeitado há poucos
dias” pela juíza Tania Lika Takeuchi.
Ele disse que o
advogado Roberto Podval vai adotar “todas as medidas legais
cabíveis para o restabelecimento da ordem jurídica”.
Hoje, a procuradora
Thaméa Danelon ofereceu denúncia contra Denise Abreu
pelo uso de documento falso. Se for condenada, ela pode pegar de dois
a seis anos de prisão.
A acusação
é de que a ex-diretora da Anac apresentou à
desembargadora federal Cecília Marcondes, do Tribunal Regional
Federal da 3ª Região, uma norma que nunca foi validada e
que garantia a segurança nos pousos no Aeroporto de Congonhas,
em São Paulo.
A norma, caso fosse
válida, proibiria pousos e decolagens no aeroporto caso a
pista estivesse molhada.
Por acreditar que a
norma fosse oficial, a desembargadora acabou liberando a pista. Após
o acidente com o vôo JJ 3054, da TAM, que provocou a morte de
199 pessoas, foi constatado que a norma não passava de um
estudo interno da Anac e que nunca tinha sido oficializada, ou seja,
nenhuma companhia aérea estava obrigada a obedecê-la.
Em nota à
imprensa, a assessoria de Denise Abreu informou que ação
civil pública sobre o mesmo assunto na Justiça Federal
em São Paulo foi rejeitada na última sexta-feira (18)
pela juíza Tania Lika Takeuchi que considerou que ela não
tinha conhecimento minucioso do teor do documento.
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