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São Paulo - O Movimento Nossa São
Paulo entregou hoje (21) a oito dos 11 candidatos à Prefeitura
de São Paulo um documento com 1,5 mil propostas para melhorar
a qualidade de vida no município.
As propostas foram
elaboradas pela sociedade civil e coletadas durante o 1º Fórum
Nossa São Paulo em maio deste ano, e compreendem temas como:
acessibilidade, assistência social, cultura, democracia
participativa, educação, esportes, habitação
e urbanismo, indicadores, juventude, meio ambiente, orçamento,
saúde, segurança cidadã, trabalho e renda,
transporte e mobilidade.
Os candidatos receberam
ainda um resumo com dez propostas que deverão ser acompanhadas
durante todo o processo eleitoral e a gestão do eleito.
O objetivo do movimento
ao entregar as propostas é contribuir com a elaboração
do programa de governo dos candidatos.
As dez propostas estão
divididas em dois blocos. O primeiro refere-se ao cumprimento de leis
fundamentais para garantir a transparência da gestão
pública na cidade e o processo de participação
da sociedade civil O segundo propõe a concentração
das prioridades das políticas públicas na educação,
na desigualdade social e regional.
Entre as dez propostas
estão o cumprimento da Lei Orgânica do município;
das leis que determinam o cumprimento do Plano Diretor e os Planos
Regionais; da Lei do Programa de Metas; o estabelecimento de
indicadores de desempenho relativos à qualidade dos serviços
públicos; a apresentação pública de
relatórios de execução orçamentária
nas subprefeituras, Tribunal de Contas do Município e Câmara
Municipal; reduzir a desigualdade entre as subprefeituras e distritos
da cidade; usar os melhores indicadores da cidade para estabelecer
metas para todas as subprefeituras e distritos; suprimir a
inexistência de equipamentos e serviços públicos;
e implementar uma efetiva política de produção e
atualização anual de todos os indicadores.
O presidente do
Movimento Nossa São Paulo, Oded Grajew, explicou que cada
candidato pode escolher quais propostas serão as suas, quais
estão em maior conformidade com seu programa, visão de
mundo, ideologia.
Ele lembrou que as
propostas são fundamentadas em leis. “As propostas são
muitas calcadas em leis, então candidatos vão adotar
pelo menos algumas ou todas as dez propostas e nós esperamos
pelo programa dos candidatos”, disse.
Grajew enfatizou que o
candidato eleito deve apresentar seu programa de governo para todo o
período de gestão em 90 dias, com base na legislação
e em indicadores quantitativos com relação à
cada área em que se atua e região do município.
“O programa tem que
ser compatível com seu programa eleitoral e a cada seis meses
deve divulgar para toda população como está a
cidade e seus indicadores, e no final de cada ano dizer como está
o programa de metas, ou seja, o que foi cumprido ou não”,
defendeu.
Grajew acredita que com
a medida a população terá instrumentos legais
para conferir se o programa de governo executado está de
acordo com o apresentado pelo candidato. Ele informou ainda que o
Movimento Nossa São Paulo publicará todos os anos os
indicadores da cidade e sua série histórica para
mostrar à população se há melhorias ou
pioras.
“Junto com isso
haverá uma pesquisa de percepção da população
sobre sua avaliação da gestão pública”,
disse.
Na avaliação
de Grajew, o candidato eleito será cobrado de fato, já
que o Movimento Nossa São Paulo não nasceu
exclusivamente para as eleições e vem propondo e
cobrando atitudes das autoridades desde o início de sua
existência, há um ano e meio.
“Esse é um
processo diferente, permanente da participação da
democracia participativa da cidade de São Paulo”, afirmou.
Receberam o documento
os candidatos Geraldo Alckmin (PSDB), Marta Suplicy (PT), Soninha
Fancine (PPS), Edmilson Costa (PcdoB), Levy Fidelix (PRTB), Renato
Reichmann (PMN), Ivan Valente (P-SOL) e Gilberto Kassab (DEM).
Todos eles concordaram
em analisar as propostas e implementar as dez destacadas pelo
Movimento Nossa São Paulo.
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