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21 de Julho de 2008 - 10h22 - Última modificação em 21 de Julho de 2008 - 10h22


Integração da América do Sul também deve ser política, defende Lula

Morillo Carvalho
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O Brasil não deve se colocar apenas como ator central no desenvolvimento econômico da América do Sul, mas também deve estar no centro das decisões políticas, avaliou hoje (21) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em seu programa de rádio semanal Café com o Presidente.

Lula classificou as reuniões que teve com os presidentes de quatro países da América do Sul neste fim de semana como um retrato do comportamento que o Brasil deve ter em relação às diferentes correntes políticas que prevalecem hoje na região.

“Ontem, eu fiz uma reunião com Alan García [presidente do Peru] e com o Uribe [Álvaro Uribe, da Colômbia]. No sábado, eu fiz com o presidente Chávez [Hugo Chávez, da Venezuela] e o presidente Evo Morales [Bolívia], ou seja, você tem uma fotografia de um lado de governantes considerados de esquerda, do outro lado de governantes considerados de centro. Qual é o papel do Brasil? É ser a espécie da ponte, que faz a ligação entre todas as correntes políticas da América do Sul”, disse.

Lula mostrou-se otimista ao dizer que acredita que a integração sul-americana é uma realidade e citou a adesão da Colômbia ao Conselho de Defesa Sul-Americano, no último sábado (19). “A relação política é quase que uma coisa química, ou seja, na medida em que você mostra confiança para as pessoas, as pessoas participam”.


 


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