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Brasília - O impacto da macroeconomia na vida das mulheres da Índia, Brasil e África do Sul (grupo conhecido como Ibas) é o foco das discussões do Fórum Ibas, que tem como tema “Gênero
e Macroeconomia: uma abordagem de feminista”.
O encontro vai até amanhã (22), em Brasília, reunindo especialistas dos países do grupo. Ao participar do encontro, a secretária especial de Políticas para as Mulheres, ministra Nilcéia Freire, disse que é preciso dar visibilidade o trabalho das mulheres. "As mulheres se
tornam invisíveis quando se discute macroeconomia, quanto a
sua contribuição no setor produtivo”.
Para Nilcéia, a
desigualdade de gênero ainda é muito presente nos três
países que compõem o Ibas. Por isso, é importante assegurar que os benefícios
do progresso econômico sejam divididos de maneira
igualitária entre homens e mulheres.
A ministra de Obras
Públicas da África do Sul, Angela Didiza, afirmou que
é necessário pensar em maneiras de medir a contribuição
do trabalho feminino, inclusive o doméstico, na economia. Ela ressaltou que a falta de valorização do
trabalho feminino pode ser observada nos baixos salários pagos
a mulheres no Brasil e na África do Sul.
Para Didiza, o fórum é importante para compartilhar experiências
e idéias. “Ibas é uma estrutura para aprofundar, não
só a integração econômica, mas também
a cooperação entre as pessoas”, afirmou a ministra.
Angela Didiza
considerou importante que a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres tenha status de ministério no
Brasil. Segundo ela, na África do Sul existe um órgão
semelhante, também vinculado à Presidência da República,
mas sem a mesma “autoridade”.
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