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Brasília - O destino que será
dado ao lixo nuclear produzido pela Usina Nuclear de Angra 3 deve ser
motivo de mais uma polêmica entre as áreas ambiental e
energética do governo. Ao anunciar hoje (22) que a licença
prévia para a retomada da construção da obra
será dada amanhã (23), o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse que
quer uma solução definitiva para a questão.
“Vai ter que resolver
a questão definitiva do lixo nuclear, porque hoje é
tudo provisório. Aliás, como muitas coisas no Brasil,
que são eternamente provisórias”, criticou Minc.
Segundo ele, essa é uma das exigências que serão
impostas pela área ambiental para a concessão da licença de instalação para a obra.
Entretanto, o ministro de Minas
e Energia, Edison Lobão, disse que o lixo de Angra 3 será
armazenado, assim como é feito em Angra 1 e Angra 2. “O que
se está fazendo é o que se conhece no mundo. O Brasil
não está fazendo nada inferior nem superior ao que se
faz nas 440 usinas nucleares espalhadas pelo mundo inteiro”, disse.
Segundo ele, ainda não
existe em nenhum país uma solução
definitiva para a questão. “O meio ambiente não pode
pedir uma solução que ainda não existe no
mundo”, afirmou, lembrando que a França já está
desenvolvendo um processo de reutilização do lixo
nuclear das usinas.
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