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Rio de Janeiro - O presidente da
Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Jorge Picciani,
convocou uma reunião de emergência amanhã (23), para que membros do
Conselho de Ética e da Mesa Diretora da Casa recebam e
examinem uma cópia dos autos da prisão em flagrante
do deputado Natalino Guimarães (DEM), ocorrida na madrugada
de hoje (22).
Natalino é acusado de chefiar
milícias em Campo Grande, na zona oeste do Rio, entre outros
crimes. Na reunião, vai ser decidido se haverá
convocação dos deputados para votar, em plenário,
a manutenção ou não da prisão em
flagrante de Natalino. Isso porque os parlamentares estão em
recesso.
O secretário estadual de Segurança, José
Mariano Beltrame, afirmou que a prisão de Natalino é
fundamental para combater a ação de milícias
na região de Campo Grande, devido às proporções
da milícia que o deputado supostamente integra e que chega a
arrecadar cerca de R$ 4 milhões por mês.
Perguntado
sobre a possibilidade da Alerj conceder soltura para Natalino,
Beltrame afirmou que a Casa tem autonomia para avaliar a prisão
em flagrante do deputado. "Eu acho que lá existe uma
comissão de ética, que tem autonomia para se manifestar
sobre isso. A policia fez e vai continuar fazendo o seu trabalho,
estejam nas investigações deputados, vereadores,
policias", disse Beltrame.
O secretário
ainda informou que, desde que assumiu a Secretaria de Segurança,
cerca de 350 policiais já foram expulsos, e que destes
aproximadamente 70 têm alguma ligação com milícias.
Ele também afirmou que a inteligência da polícia
está estudando medidas para evitar que traficantes voltem a
agir em Campo Grande, com o enfraquecimento da milícia.
No final da tarde de hoje, o deputado Natalino Guimarães e os outros cinco presos foram
transferidos para penitenciárias de Bangu, na zona oeste.
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